CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha e outras 217 pessoas
Documento final inclui empresários e servidores além do filho do presidente; votação ocorre após decisão do STF
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão, com recomendação de indiciamento de 218 pessoas, conforme informações da CNN Brasil. A análise do parecer ocorre após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que derrubou a liminar que permitia a prorrogação dos trabalhos do colegiado.
Entre os nomes incluídos nas recomendações está o empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República. A defesa dele nega qualquer envolvimento em irregularidades, e ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal (PF), apesar de ter sido citado ao longo das apurações. Seu nome apareceu em operações de busca e apreensão realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger, em dezembro do ano passado.
A comissão, no entanto, não conseguiu avançar em investigações relacionadas a supostas “mesadas” ou viagens que teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema investigado.
Embora não tenha poder para indiciar formalmente, uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar eventuais denúncias.
Instalada em 20 de agosto, a CPMI tem prazo de funcionamento até este sábado (28). O relatório apresentado possui 4.340 páginas, está dividido em nove núcleos de investigação e envolve empresários, intermediários, servidores públicos e entidades. O relator também recomenda que a Polícia Federal aprofunde apurações em casos onde não houve avanço suficiente.
Parlamentares da base governista articulam a apresentação de um relatório alternativo, que também deve ser discutido. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a principal divergência gira em torno dos pedidos de indiciamento. Ele defende a construção de um texto comum, com análise separada dos pontos de discordância. A votação pode se estender até a madrugada.
RESUMO DA MATÉRIA:
- Relatório da CPMI do INSS recomenda o indiciamento de 218 pessoas e será analisado nesta sexta-feira (27).
- Documento cita Lulinha, que nega irregularidades e não é investigado formalmente pela Polícia Federal.
- Divergências entre parlamentares podem levar à apresentação de relatório alternativo e votação prolongada.




















