Puxada pelo agro, prévia do PIB indica que economia cresceu 2,5% em 2025
Agropecuária avançou 13,1% no ano, enquanto indústria e serviços tiveram crescimento mais moderado, segundo dados divulgados pelo Banco Central

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), encerrou 2025 com alta de 2,45% em relação a 2024 na série sem ajuste sazonal. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC).
No acumulado do ano, o indicador registrou crescimento de 2,5% frente ao período anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pela agropecuária, que avançou 13,1%.
A indústria teve alta de 1,5%, enquanto o setor de serviços cresceu 2,1%. Desconsiderando a agropecuária, o IBC-Br subiu 1,8% em 2025.
Em dezembro de 2025, o índice recuou 0,2% na comparação com novembro, considerando os dados dessazonalizados. Já frente a dezembro de 2024, houve expansão de 3,1%, sem ajuste sazonal, uma vez que a comparação envolve meses equivalentes.
No trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre finalizado em setembro de 2025, o indicador apresentou alta de 0,4%.
O IBC-Br reúne informações sobre o nível de atividade da indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador serve de subsídio para o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para cumprir a meta de inflação, estabelecida em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Quando o Copom eleva a taxa, busca conter a demanda aquecida, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, contribuindo para reduzir a inflação. Por outro lado, esse movimento pode limitar a expansão da atividade econômica.
Na direção oposta, a redução da Selic tende a baratear o crédito, estimular consumo e produção e favorecer o crescimento, ainda que com menor controle inflacionário.
Em janeiro, a alta nos preços da energia elétrica e da gasolina levou a inflação oficial a fechar o mês em 0,33%, repetindo o patamar de dezembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,44% em 2025, dentro do intervalo de tolerância da meta.
A desaceleração inflacionária, somada a indicadores que apontam moderação do crescimento, como o IBC-Br, levou o Copom a manter a Selic pela quinta reunião consecutiva, decisão tomada no fim de janeiro.
Na ata, o comitê confirmou que iniciará a redução dos juros na próxima reunião, em março, sem detalhar o tamanho do corte. O documento também destacou que os juros permanecerão em níveis restritivos.
De acordo com o BC, a atividade econômica doméstica segue em trajetória de moderação, operando acima do potencial de expansão sem pressionar a inflação. Ainda assim, a manutenção da Selic em patamar elevado reflete a resiliência de fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, especialmente o dinamismo observado no mercado de trabalho.
A taxa básica está no maior nível desde julho de 2006, quando alcançava 15,25% ao ano. Após recuar para 10,5% ao ano em maio de 2024, a Selic voltou a subir em setembro daquele ano, atingindo 15% ao ano na reunião de junho de 2025 — nível mantido desde então.
IBC-BR E PIB
Divulgado mensalmente, o IBC-Br utiliza metodologia distinta da empregada no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), indicador oficial medido pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB”.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, resultado classificado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março.
Em 2024, o PIB registrou alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento. Foi a maior expansão desde 2021, quando o avanço chegou a 4,8%.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Desempenho do IBC-Br: O índice, que funciona como um termômetro da economia, fechou o ano de 2025 com alta de 2,45%. O resultado foi impulsionado majoritariamente pelo setor de agropecuária, que saltou 13,1%, enquanto a indústria e os serviços tiveram crescimentos mais modestos (1,5% e 2,1%, respectivamente).
- Cenário da Taxa Selic: Atualmente fixada em 15% ao ano (maior patamar desde 2006), a taxa de juros foi mantida pela quinta vez consecutiva em janeiro. No entanto, o Copom sinalizou que deve iniciar um ciclo de redução dos juros na reunião de março, aproveitando a moderação do crescimento econômico e a inflação dentro da meta.
- Inflação e PIB: O IPCA acumulou alta de 4,44% em 2025, permanecendo dentro do limite de tolerância. Embora o IBC-Br aponte para um crescimento sólido no ano, o dado oficial do PIB de 2025 será divulgado pelo IBGE apenas no dia 3 de março, servindo para consolidar a visão sobre a saúde da economia brasileira.
Com informações: AgrofyNews.





















