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Trigo paranaense foca no mercado interno para suprir demanda industrial

Com apenas 4 toneladas exportadas desde agosto, quase a totalidade da safra de 2,87 milhões de toneladas fica no Brasil

Demanda industrial aquecida e alta qualidade do grão mantêm a produção voltada ao mercado doméstico
Demanda industrial aquecida e alta qualidade do grão mantêm a produção voltada ao mercado doméstico -

Publicado por Eduarda Gomes

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A triticultura no Paraná consolidou em 2026 tendência para abastecer o mercado doméstico. Dos 2,87 milhões de toneladas produzidas na safra 2025, apenas 4 toneladas foram vendidas para o exterior (Equador) em dezembro. Desde então, não houve mais registros de embarques internacionais do cereal paranaense. O cenário contrasta com o período de 2022 a 2024, quando o estado chegou a exportar mais de 800 mil toneladas devido a problemas de qualidade e preços globais elevados pela guerra na Ucrânia.

Atualmente, a produção local está sendo absorvida quase integralmente pela demanda industrial interna, especialmente pelos moinhos paranaenses. Fatores como a qualidade superior do grão e a menor área plantada no estado reforçam essa tendência. Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Departamento de Economia Rural (Deral) Hugo Godinho, a única possibilidade de o trigo ser exportado em volumes relevantes seria uma perda de qualidade provocada por geadas ou chuvas excessivas na colheita, caso contrário, o grão permanecerá no mercado brasileiro.

A expectativa para a safra de 2026 é de continuidade deste foco interno, visto que o primeiro trimestre, principal momento de embarques, passou sem movimentações significativas para fora do país. As informações são do Boletim Semanal do Deral, divulgado nesta quinta-feira (23).

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- O Paraná exportou apenas 4 toneladas de trigo desde agosto de 2025, destinando quase toda a safra de 2,87 milhões de toneladas ao mercado interno.

- O foco na indústria nacional é motivado pela alta demanda dos moinhos locais e pela área plantada reduzida em 2026.

- A tendência de exportação nula deve se manter, a menos que fatores climáticos prejudiquem a qualidade do cereal na colheita.

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