Importação de leite em pó sobe 71% e agrava crise na pecuária do PR
Margens dos produtores paranaenses sofrem compressão com alta nos custos de nutrição e concorrência externa
A pecuária leiteira do Paraná enfrenta um cenário desafiador de compressão de margens e aumento de custos. O principal entrave é a importação de lácteos, que subiu 26% em volume no primeiro trimestre de 2026. O destaque negativo é o leite em pó estrangeiro, cuja entrada nos laticínios paranaenses saltou 71% em março em comparação ao mesmo mês do ano anterior, apesar de medidas para conter o fluxo.
A relação de troca também se tornou desfavorável para o produtor. Em março de 2025, eram necessários 27,7 litros de leite para adquirir uma saca de milho. Já em 2026, essa relação subiu para 29,4 litros. O impacto é ainda maior na comparação com o farelo de soja, onde a relação saltou de 697/1 para 868/1, evidenciando o encarecimento da nutrição animal, o item de maior peso no custo de produção. As informações são do Boletim Conjuntural Semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta quinta-feira (30).
Os queijos representam 40% do total de lácteos importados, funcionando como um obstáculo adicional para a valorização do produto local. Segundo o Deral, o cenário exige que o estado gerencie as oscilações de custos para manter a competitividade dos produtores familiares e comerciais frente aos derivados vindos principalmente do Mercosul e da Europa.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Importação: Entrada de leite em pó nos laticínios do estado cresceu 71% apenas em março.
- Nutrição: Relação de troca entre leite e farelo de soja piorou significativamente para o produtor.
- Concorrência: Queijos importados somam 40% do volume estrangeiro que entra no mercado local.





















