O que se sabe sobre o jovem que sumiu no Pico do Paraná no Réveillon | aRede
PUBLICIDADE

O que se sabe sobre o jovem que sumiu no Pico do Paraná no Réveillon

Versões divergentes sobre a trilha, ataques nas redes e buscas complexas marcam o caso do jovem de 19 anos desaparecido no Pico do Paraná

Roberto Farias Thomaz tem 19 anos e segue desaparecido
Roberto Farias Thomaz tem 19 anos e segue desaparecido -

Publicado por Lucas Veloso

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, no Pico do Paraná, mobiliza autoridades, equipes de resgate e voluntários desde a madrugada de 1º de janeiro. Após versões divergentes sobre o que ocorreu durante a trilha, o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, mas ainda é cercado de dúvidas.

QUEM É O JOVEM DESAPARECIDO

Roberto Farias Thomaz tem 19 anos e desapareceu durante uma trilha no Pico do Paraná, no litoral do estado, ponto mais alto da região Sul do país, com 1.877 metros de altitude.

O jovem é descrito por amigos e familiares como ativo, sociável e acostumado a desafios físicos.

Nas redes sociais, Roberto se apresentava como alguém “multifacetado”. Trabalhava como técnico de segurança do trabalho, atuava como bombeiro civil, socorrista regatista e também se descrevia como consultor financeiro de investimentos.

Estudante de administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Roberto conciliava os estudos com trabalho e atividades práticas ligadas à área de segurança e resgate.

O QUE OCORREU NA MADRUGADA

Roberto se encontrou com Thayane Smith, também de 19 anos, no dia 31 de dezembro de 2025, em um terminal de ônibus de Curitiba (PR). Os dois haviam se conhecido há menos de um mês e decidiram passar o Réveillon no Parque Estadual Pico Paraná para assistir ao primeiro nascer do sol de 2026 no topo da montanha.

Eles montaram acampamento no ponto conhecido como A1. Segundo o relato inicial de Thayane, por volta das 3h do dia 1º, ela, Roberto e um terceiro trilheiro acordaram para subir até o cume. A subida foi feita durante a madrugada, sem mochilas ou equipamentos pesados — prática considerada comum entre trilheiros experientes, segundo montanhistas.

Na descida, Roberto teria passado mal e não conseguiu acompanhar o ritmo do grupo. Mesmo alertada para não deixá-lo sozinho, Thayane seguiu até o acampamento base. Outros trilheiros teriam retornado para tentar localizá-lo, mas não tiveram sucesso.

Desde então, Thayane tem sido alvo de ataques e acusações nas redes sociais. Vídeos publicados por ela no Instagram antes do desaparecimento somam milhares de comentários, muitos deles ofensivos. A jovem afirma que tem registros de “todo o início, meio e fim” da trilha e que só divulgará a versão completa após o encerramento do caso.

NOVA VERSÃO APRESENTADA POR MONTANHISTA

O caso ganhou um novo capítulo após o atleta e corredor de montanha Leandro Pierroti, que participou voluntariamente das buscas, divulgar um vídeo com outra leitura dos fatos. Segundo ele, a narrativa que circula nas redes sociais simplifica o caso e pode atrapalhar as investigações.

Pierroti afirma que a separação entre Roberto e Thayane ocorreu durante a descida, em um trecho de pedras. De acordo com o montanhista, Thayane seguiu à frente com dois corredores de montanha, enquanto um terceiro permaneceu atrás de Roberto. Essa versão, segundo ele, foi confirmada pelos próprios atletas.

O corredor também contesta a informação de que Roberto estivesse passando mal. “Eles disseram que ele estava cansado, mas não vomitando ou em estado grave”, afirmou. Pierroti explicou ainda que o celular do jovem teria molhado durante a virada do ano e, por isso, foi deixado guardado na barraca montada no acampamento A1.

INVESTIGAÇÃO E ATUAÇÃO DAS AUTORIDADES

A Polícia Civil do Paraná instaurou investigação formal no sábado (3/1), após o registro de boletim de ocorrência pela família de Roberto. Até o momento, segundo a corporação, não há indícios de crime.

A jovem que acompanhava Roberto, montanhistas que tiveram contato com ele ao longo do percurso e familiares do rapaz já foram ouvidos. As autoridades afirmam que as versões colhidas estão sendo cruzadas com dados levantados pelas equipes de resgate que atuam na região desde o desaparecimento.

BUSCAS E RESTRIÇÃO DE ACESSO AO PARQUE

As buscas envolvem equipes do Corpo de Bombeiros, montanhistas experientes, voluntários e o uso de helicópteros, devido à dificuldade de acesso ao terreno, à vegetação fechada e às condições climáticas da região.

A pedido dos bombeiros, o Instituto Água e Terra (IAT) determinou a restrição temporária de acesso a parte do Parque Estadual Pico Paraná. Desde sábado (3), estão fechadas as trilhas dos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca.

Segundo o IAT, a medida tem como objetivo garantir a segurança de visitantes e evitar interferências nas operações de resgate. A operação é classificada como uma das mais complexas já realizadas no parque, devido à altitude, à extensão das trilhas, às variações bruscas de clima e à possibilidade de o jovem ter seguido por rotas alternativas durante a descida.

As buscas continuam sem prazo para encerramento.

Com informações de: Metrópoles.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right