O que diz o consulado sobre o passaporte de Eliza Samudio achado em Portugal
O documento foi localizado por um morador do imóvel, identificado como José, entre livros guardados em uma estante da sala
Publicado: 06/01/2026, 09:51

O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que já comunicou o Itamaraty sobre a localização de um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio, encontrado em um apartamento na capital portuguesa. O documento foi localizado por um morador do imóvel entre livros guardados em uma estante da sala.
Ao reconhecer o nome no passaporte, o morador entregou o documento à representação brasileira. Em nota, o consulado informou que aguarda orientações do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, sobre os próximos procedimentos e que cumprirá integralmente as determinações que forem repassadas pelo Itamaraty.
O Consulado-Geral esclareceu ainda que consulado e embaixada são estruturas distintas, embora ambas funcionem em Lisboa, e possuem atribuições próprias. A explicação, segundo a nota, busca evitar interpretações equivocadas sobre a atuação do órgão no caso.
“O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento”, informou o órgão.
A descoberta do passaporte reacendeu questionamentos em torno do assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010 e considerado um dos crimes de maior repercussão no país. Apesar das condenações judiciais, os restos mortais da vítima nunca foram encontrados, o que mantém o caso cercado de incertezas.
De acordo com as informações divulgadas, o documento não possui registro de segunda via e apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de maio de 2007, sem qualquer anotação de saída ou de novo ingresso em outro país. O estado de conservação do passaporte também chamou atenção, já que estava intacto após tantos anos.
Até o momento, não há explicação oficial sobre como o passaporte foi parar em Lisboa ou quem o levou até o local. O consulado informou que novas informações só serão divulgadas após o recebimento de orientações formais do Itamaraty. O documento permanece sob custódia das autoridades brasileiras em Portugal, enquanto o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e pela opinião pública.
Informações: TN Online, parceira do Portal aRede




















