Líder da oposição da Venezuela se reunirá com Trump na quinta-feira | aRede
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Líder da oposição da Venezuela se reunirá com Trump na quinta-feira

Encontro acontecerá na Casa Branca

Sua visita à Casa Branca ocorre em meio à decisão do presidente de não endossá-la após os ataques militares dos EUA
Sua visita à Casa Branca ocorre em meio à decisão do presidente de não endossá-la após os ataques militares dos EUA -

Publicado por Iolanda Lima

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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, tem uma reunião agendada com o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (15), informou um alto funcionário da Casa Branca à CNN.

Sua visita à Casa Branca ocorre em meio à decisão do presidente de não endossá-la após os ataques militares dos EUA em Caracas e a captura do líder do país, Nicolás Maduro, e que levou à posse da vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina.

Pouco depois da operação de 3 de janeiro, Trump disse que seria difícil para Machado liderar a Venezuela, afirmando que ela não tem o apoio ou o respeito do povo.

No entanto, Machado tem algo que Trump há muito deseja — um Prêmio Nobel. Ela sugeriu que ofereceria seu prêmio ao presidente dos EUA, e ele disse que seria uma “honra” recebê-lo, embora o Instituto Nobel norueguês tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido.

Quando questionado na sexta-feira (9) se receber o prêmio de Machado faria com que ele reconsiderasse sua visão sobre o papel dela na Venezuela, Trump não respondeu diretamente.

“Vou ter que falar com ela. Ela pode estar envolvida em algum aspecto disso. Eu terei que conversar com ela. Acho muito bom que ela queira vir. E isso é o que eu entendo como o motivo", disse o presidente à repórter Kaitlan Collins, da CNN, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo na Casa Branca.

“Não consigo pensar em ninguém na história que mereça mais o Prêmio Nobel do que eu. E eu não quero estar me gabando, mas ninguém mais resolveu guerras”, afirmou Trump.

No domingo (11), Trump também expressou disposição para se reunir com Rodríguez "em algum momento".

"Estamos trabalhando muito bem com a liderança, e vamos ver como tudo vai se desenrolar", disse ele a repórteres a bordo do Air Force One.

Na semana passada, Trump anunciou no Truth Social que estava cancelando uma segunda onda de ataques à Venezuela, devido à cooperação do país com os EUA e à liberação de prisioneiros políticos.

Mais tarde, na sexta-feira, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, ele chamou a Venezuela de aliado "agora", reiterando que não achava necessária uma segunda ofensiva.

Trump, que afirmou que os EUA "comandariam" a Venezuela, sugeriu que esse arranjo poderia durar anos, dizendo ao The New York Times em uma entrevista na semana passada: "Só o tempo dirá."

Mas sua proposta para as empresas de petróleo sobre uma nova campanha de perfuração expansiva — uma parte chave de sua visão para reconstruir o país e extrair seus recursos — enfrentou uma resposta cética.

Trump e seus principais assessores saíram da longa reunião na Casa Branca na sexta-feira sem compromissos significativos das empresas para investir bilhões de dólares, em meio a preocupações sobre a estabilidade de longo prazo da Venezuela, com o CEO da ExxonMobil chamando o país de "não-investível".


Com informações da CNN Brasil 

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