Porteiro citado no caso Orelha contesta versão divulgada nas redes
Segundo a defesa, o porteiro não teve participação direta nos fatos investigados e jamais atuou como testemunha ocular da violência

O porteiro mencionado em publicações nas redes sociais relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, divulgou, na noite dessa quinta-feira (29), uma nota oficial para rebater as acusações que passaram a circular após a repercussão do caso.
No documento, assinado pelo advogado Marcos Vinícius de Assis dos Santos, o trabalhador afirma que não presenciou nem registrou qualquer agressão contra o animal.
Segundo a defesa, o porteiro não teve participação direta nos fatos investigados e jamais atuou como testemunha ocular da violência.
A nota sustenta que a versão já foi apresentada às autoridades policiais responsáveis pela apuração. O texto explica que, após a morte de Orelha, começaram a surgir especulações sobre a autoria do crime na região da Praia Brava, em Florianópolis, onde o ataque ocorreu.
Nesse contexto, o porteiro teria sido citado de forma equivocada em publicações nas redes sociais. De acordo com a defesa, o profissional apenas comunicou à administração do condomínio episódios recorrentes de confusão, algazarra e arruaça envolvendo adolescentes.
Os registros, conforme a nota, faziam parte de suas atribuições rotineiras e não se limitaram aos dias próximos ao ataque contra o animal, tendo ocorrido também em meses anteriores.
Após a ampla repercussão do caso, o trabalhador afirma ter passado a sofrer constrangimentos no ambiente de trabalho. Entre as situações descritas estão advertências, ataques verbais e a imposição de férias de forma compulsória, sem aviso prévio.
A nota também menciona ameaças atribuídas a familiares de adolescentes supostamente envolvidos no episódio.
Caso Orelha
A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, provocou comoção em todo o país. O animal, que vivia há cerca de 10 anos na região, foi atacado por um grupo de adolescentes em 4 de janeiro.
Gravemente ferido, ele foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, onde passou por eutanásia no dia seguinte, em razão da gravidade das lesões.
Desde então, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ao longo do mês de janeiro, a apuração avançou com a oitiva de testemunhas e a análise de imagens de câmeras de monitoramento públicas e privadas.
Em 26 de janeiro, a polícia deflagrou uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados à investigação. Foram recolhidos celulares e outros dispositivos eletrônicos de adolescentes e adultos responsáveis.
As autoridades também investigam um outro episódio de agressão atribuído ao mesmo grupo contra um segundo animal, conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar.
Informações: Metrópoles




















