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Gonet alerta sobre uso indevido de IA nas campanhas eleitorais em 2026

Na abertura do Ano Judiciário Eleitoral de 2026, Gonet defendeu que é preciso estar atento aos desafios que o avanço tecnológico propicia

Gonet alertou sobre os perigos do uso da Inteligência Artificial (IA) nas eleições
Gonet alertou sobre os perigos do uso da Inteligência Artificial (IA) nas eleições -

Publicado por Iolanda Lima

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, na noite desta segunda-feira (2), a sessão extraordinária de abertura do Ano Judiciário Eleitoral de 2026. Durante a solenidade, o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, alertou sobre os perigos do uso da Inteligência Artificial (IA) nas eleições gerais deste ano.

Gonet defende que é necessário estar atento aos desafios que o avanço tecnológico propicia.

“Desafios de sempre se somam ao avanço tecnológico utilizado em atividades criminosas, que se podem temer também no campo das campanhas eleitorais. Basta que se pense nos graves danos que a maldade humana pode provocar a partir da IA. Todos temos a tranquilidade de saber que os esforços necessários foram empenhados na cuidadosa preparação do processo de escolha dos representantes máximos da cidadania”, afirmou.

A sessão foi aberta com discurso da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. Apesar de não tratar do tema IA diretamente, ela detalhou sobre tecnologias que podem ser usadas para “macular conhecimentos e informações”.

Para a ministra, determinadas ferramentas podem contaminar processos. Ela adiantou que o Judiciário Eleitoral está trabalhando de forma preventiva e, também, repressiva contra plataformas que visam enganar o eleitor.

“Estamos, nesse Judiciário Eleitoral, trabalhando, incessantemente, para que todas as novidades tecnológicas possam ter resposta jurídica, preferencialmente preventiva, mas também repressiva, a processos ilusórios e ilusionantes (perdoem-me o neologismo), fraudadores de informações, desviantes de fatos concretos, vilipendiadores de dados e espalhadores de mentiras, que esgaçam a credibilidade de candidatas e candidatos, destroem pessoas, candidaturas e possibilidades de resultados eleitorais mais apegados à vontade livre da eleitora e do eleitor”, disse a presidente do TSE.

Na última semanda, durante Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, Cármen frisou que é preciso ter um olhar minucioso com a IA.

De acordo com a presidente do TSE, a “desinformação é um dado que todo o mundo olha com cuidado, assim como a inteligência artificial”.

“Temos de garantir que as tecnologias sejam utilizadas de maneira transparente para saber se foi manipulado e como retirar isso sem ferir a liberdade de expressão. Precisamos investir em medidas preventivas. A dúvida corrói as bases de um processo eleitoral”, avaliou a magistrada.

Com a abertura dos trabalhos no TSE, a Corte começa a aquecer os motores para as eleições gerais, que serão realizadas em outubro. O Brasil elege neste ano o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Com informações do Metrópoles 

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