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Duarte Jr. propõe prazo de até 90 dias para cirurgias eletivas no SUS

Proposta apelidada de "Lei da Fila Zero" fixa prazo máximo para a realização dos procedimentos e prevê encaminhamento automático à rede privada se houver descumprimento

O projeto do deputado Duarte Jr. fixa o prazo máximo de 90 dias para a realização de cirurgias eletivas
O projeto do deputado Duarte Jr. fixa o prazo máximo de 90 dias para a realização de cirurgias eletivas -

Publicado por Iolanda Lima

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De autoria do deputado Duarte Jr. (PSB-MA), o projeto de lei 463/2026 estabelece prazo máximo nacional para a realização de cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta foi apelidada de "Lei da Fila Zero".

Pelo texto, o SUS deverá assegurar a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos em prazo a ser definido em regulamento, respeitado o limite de até 90 dias a partir da indicação médica. O projeto permite prazos diferenciados conforme a gravidade clínica e o risco funcional do paciente.

Caso o prazo seja ultrapassado, o paciente deverá ser encaminhado automaticamente à rede privada complementar credenciada, com custeio integral pelo SUS e sem qualquer cobrança ao usuário. O texto também prevê a criação de uma Plataforma Nacional de Filas Cirúrgicas, com atualização periódica e acesso público, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados.

"A ausência de prazos normativos claros para a realização de cirurgias eletivas tem gerado filas prolongadas, agravamento de quadros clínicos, perda funcional evitável e judicialização crescente da saúde".

Ele cita ainda dados segundo os quais mais de 1,3 milhão de brasileiros aguardam por cirurgias eletivas no SUS.

O projeto determina que o descumprimento injustificado dos prazos poderá ensejar responsabilidade administrativa do gestor e o Ministério da Saúde publique relatório anual de desempenho. A implementação deverá observar disponibilidade orçamentária, pactuação entre União, estados e municípios e metas progressivas de redução do tempo médio de espera.

Segundo Duarte Jr., a proposta busca "assegurar a efetividade do direito fundamental à saúde", previsto na Constituição, e reduzir a judicialização decorrente da demora nos atendimentos.

A proposta aguarda distribuição pelas comissões temáticas. Para se tornar lei, precisa ser aprovada na Câmara e no Senado Federal.


Com informações do Congresso em Foco 

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