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Guardas são investigados por torturar e atear fogo em homem

Vítima era suspeita de furtar uma bicicleta, o que não foi comprovado com as investigações

Homem conseguiu sobreviver ao rolar por um barranco e entrar em um rio
Homem conseguiu sobreviver ao rolar por um barranco e entrar em um rio -

Publicado por Rodolpho Bowens

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Em Paranaguá, no Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná (MP/PR), por meio do núcleo local do 'Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)', cumpriu na manhã desta quarta-feira (25), mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a dois guardas municipais. Eles são investigados, no âmbito da 'Operação Prometeus', pela suspeita de terem ateado fogo em uma pessoa na noite de 4 de setembro de 2025.

As buscas foram realizadas nas residências dos investigados e no local de trabalho deles, com a apreensão de objetos, inclusive aparelhos celulares, que poderão auxiliar na elucidação do caso.

A vítima do possível crime é um morador da Ilha dos Valadares, que teria sido torturado, ferido e incendiado pelos guardas após ter sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado.

O homem teria conseguido rolar por um barranco e entrar num rio, de modo a livrar-se do fogo ateado pelos investigados com álcool em sua roupa. Ele foi socorrido e levado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) ao Hospital Regional de Paranaguá, onde foram constatados ferimentos e queimaduras.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Operação Prometeus e Alvos: o Gaeco (MP-PR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a 'Operação Prometeus' em Paranaguá, no Litoral do estado. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências e no local de trabalho de dois guardas municipais, suspeitos de torturarem e atearem fogo em um homem em setembro de 2025. Aparelhos celulares e outros objetos foram apreendidos para perícia;

- Motivação e Violência Extrema: A investigação aponta que a vítima, um morador da Ilha dos Valadares, foi agredida e incendiada com álcool após ser injustamente acusada de furtar uma bicicleta - acusação que nunca foi comprovada. O caso é tratado como uma grave violação de conduta e abuso de autoridade, envolvendo tortura e tentativa de homicídio;

- Fuga e Atendimento Médico: O homem sobreviveu ao crime ao conseguir rolar por um barranco e se lançar em um rio para apagar as chamas que consumiam suas roupas. Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá com queimaduras e ferimentos físicos, onde recebeu o tratamento inicial.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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