Mãe de Lula, Dona Lindu é homenageada em samba-enredo na Sapucaí | aRede
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Mãe de Lula, Dona Lindu é homenageada em samba-enredo na Sapucaí

Acadêmicos de Niterói abre o Grupo Especial do Rio com desfile que conta a trajetória do presidente sob a perspectiva materna

Desfile homenageia história de Dona Lindu, neste domingo, no carnaval carioca
Desfile homenageia história de Dona Lindu, neste domingo, no carnaval carioca -

João Victor

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A história de Eurídice Ferreira de Melo, conhecida como Dona Lindu, mãe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será destaque no desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí. Conforme informações do Portal Metrópoles, a escola será a primeira a se apresentar no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, com um enredo que percorre a trajetória de Lula desde a infância no sertão pernambucano até a chegada à Presidência da República.

Intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o samba-enredo é conduzido em primeira pessoa, a partir da perspectiva de Dona Lindu.

Da seca no sertão à mudança para São Paulo

Nascida em 1915, em Caetés — então distrito de Garanhuns (PE) — Dona Lindu era sertaneja e analfabeta. Casou-se aos 20 anos com Aristides Inácio da Silva, ensacador de café, com quem teve 12 filhos. Quatro deles morreram ainda na infância, em meio às dificuldades provocadas pela seca na região.

Anos depois, Aristides deixou a cidade natal para tentar a vida em Santos (SP). Cinco anos mais tarde, retornou a Pernambuco, engravidou a esposa novamente e voltou ao litoral paulista levando o filho Jaime, que já sabia ler e escrever. Em carta ao pai, Jaime sugeriu que a mãe vendesse os poucos bens da família e migrasse para São Paulo para reunir todos novamente.

Em 1952, Dona Lindu decidiu enfrentar a viagem em um pau de arara, acompanhada de sete filhos. Após 13 dias de percurso, chegou a Santos. Lula, o sétimo dos oito filhos do casal, tinha sete anos na época. A vida, no entanto, tornou-se difícil. Aristides era alcoólatra e agredia a esposa e os filhos. Em 1955, Dona Lindu deixou o marido e mudou-se com as crianças para São Paulo, onde enfrentou a fome e priorizou a alfabetização dos filhos.

Morte e despedida

Dona Lindu morreu em 1980, aos 64 anos, vítima de câncer uterino, em São Bernardo do Campo (SP). Na ocasião, Lula estava preso no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS), após liderar uma greve dos metalúrgicos no ABC Paulista. Detido por um mês, ele recebeu autorização para comparecer ao velório da mãe.

Lula e a ex-primeira dama, Marisa Letícia, durante velório da mãe
Lula e a ex-primeira dama, Marisa Letícia, durante velório da mãe |  Foto: Reprodução
  

Homenagem no Recife

O nome de Dona Lindu também batiza um espaço público em Recife (PE). Em 2006, o então prefeito da capital pernambucana, João Paulo Lima e Silva (PT), solicitou ao presidente Lula a cessão de um terreno da Aeronáutica localizado à beira-mar de Boa Viagem. Após a liberação da área, decidiu homenagear a mãe do presidente.

O Parque Dona Lindu, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, ocupa 27 mil metros quadrados, sendo cerca de 60% destinados à área verde. A primeira etapa foi inaugurada em 2008. Em frente ao parque está o Monumento aos Retirantes, do artista pernambucano Abelardo da Hora, que retrata uma mãe com os filhos, em referência às famílias retirantes.

Polêmicas e decisões judiciais

O presidente Lula acompanhará o desfile na Marquês de Sapucaí, no camarote do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, participará do desfile em um dos carros alegóricos, ao lado de artistas, familiares e convidados.

A homenagem gerou questionamentos na Justiça sobre possível uso irregular de recursos públicos e eventual propaganda eleitoral antecipada. O governo federal, por meio da Embratur, destinou R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio, sendo que a agremiação responsável pelo enredo deve receber R$ 1 milhão pela participação.

Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade duas ações relacionadas ao caso. A relatora, ministra Estela Aranha, afirmou que a legislação eleitoral proíbe apenas pedido explícito de voto, destacando que eventuais irregularidades podem ser analisadas posteriormente.

Conforme mostrou o Portal Metrópoles, na coluna da jornalista Milena Teixeira, o Palácio do Planalto emitiu orientações a ministros e auxiliares que acompanharão o presidente durante as festividades. O comunicado recomenda evitar o uso de verbas públicas ou partidárias nas despesas relacionadas ao evento, não realizar transmissões ao vivo em canais institucionais e abster-se de manifestações de teor político. Também orienta que pré-candidatos evitem identificação partidária e conteúdos com conotação eleitoral.

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA:

- Acadêmicos de Niterói abre o Grupo Especial com enredo que narra a trajetória de Lula sob a perspectiva de Dona Lindu.

- Vida da mãe do presidente foi marcada pela seca no Nordeste, migração para São Paulo e dificuldades familiares.

- Homenagem gerou questionamentos judiciais, mas o TSE rejeitou ações sobre possível propaganda eleitoral antecipada.

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