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Projeto de resgata da cultura andina percorre escolas públicas dos Campos Gerais

Iniciativa esteve presente em dez municípios da região mostrando a diversidade e a riqueza cultural do povo indígena através de apresentações musicais e oficinas para confecção de panflute

O objetivo do projeto é promover a conscientização e a reflexão
O objetivo do projeto é promover a conscientização e a reflexão -

Publicado por Iolanda Lima

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Estudantes de escolas públicas dos Campos Gerais tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as tradições e a cultura inca. Eles participaram do projeto “Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização”, idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui. Desde 2025, a iniciativa percorreu os municípios de Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi promovendo palestras sobre os instrumentos tradicionais indígenas, apresentações de músicas folclóricas e oficinas para confecção de panflute. O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Governo Federal) e conta com a produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais.

De acordo com Javier, o objetivo do projeto é promover a conscientização e a reflexão. “Às vezes, as pessoas têm a ideia de que os indígenas são um grupo só, que todos são iguais e têm os mesmos costumes. Na verdade, não é assim. Cada povo tem sua própria tradição, sua própria cultura, suas próprias crenças e seus próprios costumes”, enfatiza. Ele acrescenta que usa a arte para conscientizar os estudantes da diversidade dos povos originários das Américas e levar essa reflexão para as escolas. “Eu acredito que a música possa ser uma ferramenta, não só para a reconstrução da identidade, mas também para a afirmação da identidade indígena e para mostrar a riqueza que há dentro de cada povo”, frisa.

Mais do que uma apresentação musical, o projeto resgata vários aspectos da cultura inca. “Eu me apresento vestido à caráter, mostro os instrumentos tradicionais, conto um pouco da história do povo inca e algumas curiosidades da nossa cultura. Todas essas informações são um material muito rico para que os professores possam trabalhar de forma transversal e têm uma carga muito positiva dentro da escola”, salienta Javier. Ele destaca que a intenção é que os professores também possam trabalhar esses temas em sala de aula. “O professor de geografia pode retomar alguns temas, o professor de história também. Tudo isso enriquece o trabalho pedagógico da escola e possibilita que os alunos tenham contato com conteúdos que eles viam apenas nos livros didáticos” reforça.

Descendente dos incas, Javier é natural do Peru, mas mora no Brasil desde 1999. Ele se formou pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e durante 16 anos trabalhou como professor de português e espanhol. Influenciado pela música e pelas tradições andinas, nos últimos dois anos tem se dedicado exclusivamente a projetos culturais e educativos. Em parceria com o irmão Omar Blas Paredes Reategui, Javier se apresenta em escolas públicas e privadas da região mostrando a riqueza e a diversidade da cultura dos povos originários das Américas.


Com informações de assessoria de imprensa 

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