Genro vai a júri por feminicídio após morte de sogra em Ponta Grossa
Vítima de 87 anos morreu meses depois de cair da escada; Ministério Público entende que agressão evoluiu de tentativa para feminicídio consumado
Publicado: 14/01/2026, 15:25

A Justiça de Ponta Grossa decidiu que André Ferreira será julgado pelo Tribunal do Júri pelo crime de feminicídio consumado, após a morte de sua sogra, Marlene Foltran, de 87 anos. A decisão foi tomada pelo juiz do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que aceitou o aditamento da denúncia apresentado pelo Ministério Público.
Inicialmente, o réu respondia por tentativa de feminicídio. Conforme a acusação, no dia 12 de dezembro de 2024, durante a noite, ele teria empurrado a vítima da escada de um prédio localizado na Rua Herculano de Freitas, no bairro Órfãs. A queda causou um traumatismo cranioencefálico grave, e a idosa permaneceu em tratamento médico desde então.
Marlene Foltran faleceu no dia 8 de outubro de 2025. Diante do óbito, o Ministério Público entendeu que houve a consumação do crime, o que elevou a acusação para feminicídio consumado. Com isso, a pena prevista passou a variar entre 20 e 40 anos de reclusão, com agravante de um terço, em razão da vítima ser maior de 60 anos.
A defesa de André Ferreira contesta a acusação. Os advogados Fernando Madureira e Herculano de Abreu Filho afirmam que não há comprovação de que a morte da idosa tenha sido causada, direta ou indiretamente, pelas lesões sofridas na queda ocorrida em 2024. Segundo Madureira, é necessária a realização de exame necroscópico para estabelecer o nexo causal entre o episódio e o óbito.
Ainda de acordo com a defesa, as provas apresentadas seriam circunstanciais e não há testemunhas que confirmem a agressão. O acusado nega ter empurrado a sogra e sustenta que a queda pode ter sido acidental. O caso agora será analisado pelo Tribunal do Júri.
LEIA UM RESUMO DA NOTÍCIA:
A Justiça de Ponta Grossa determinou que André Ferreira será julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio consumado, após a morte de sua sogra, Marlene Foltran, de 87 anos, acolhendo aditamento da denúncia do Ministério Público.
O réu era acusado inicialmente de tentativa de feminicídio por um episódio ocorrido em dezembro de 2024, quando a vítima teria sido empurrada de uma escada no bairro Órfãs, sofrendo traumatismo cranioencefálico; a morte, em outubro de 2025, levou ao agravamento da acusação.
A defesa contesta o nexo causal entre a queda e o óbito, afirma que não há provas diretas nem testemunhas da agressão e sustenta a possibilidade de acidente, argumentos que serão avaliados pelo Tribunal do Júri.




















