PGA deve abrir processo interno para investigar possível bomba | aRede
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PGA deve abrir processo interno para investigar possível bomba

Coordenador de Segurança da PGA afirmou, em entrevista, que protocolo da empresa não foi respeitado na situação da coleta

Coordenador de Segurança da PGA e do programa Zero Resíduos, João Carlos Cardozo
Coordenador de Segurança da PGA e do programa Zero Resíduos, João Carlos Cardozo -

Lucas Veloso

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A Ponta Grossa Ambiental (PGA) informou que deve abrir um processo interno para apurar a conduta dos colaboradores envolvidos na ocorrência em que um artefato suspeito, posteriormente identificado como bomba falsa, foi encontrado em um caminhão de coleta de lixo em Ponta Grossa, na tarde desta segunda-feira (19). A medida tem como objetivo verificar o descumprimento do protocolo operacional da empresa durante o recolhimento do material descartado.

De acordo com o relato de um dos coletores, a equipe identificou uma sacola contendo objetos eletrônicos e, inicialmente, optou por guardá-la na cabine do caminhão para averiguação posterior, o que não faz parte do procedimento padrão. Somente durante o deslocamento para o horário de almoço a sacola foi aberta, momento em que os trabalhadores encontraram itens que levantaram suspeita, incluindo um artefato envolto em fita isolante, com aparência semelhante a fogos de artifício e um dispositivo que lembrava um temporizador. Diante da situação, o local foi isolado e as autoridades acionadas.

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Ouça o que um dos trabalhadores falou sobre encontrar o objeto | Autor: Márcio Lopes.

O coordenador de Segurança da PGA e do programa Zero Resíduos, João Carlos Cardozo, afirmou que a orientação repassada aos colaboradores é clara. "O protocolo determina apenas a coleta e o descarte do lixo, sem separação ou abertura de sacolas", disse. Segundo ele, a empresa irá apurar internamente os motivos que levaram à quebra desse procedimento. "Então, a gente vai estar, agora, abrindo uma investigação interna, em relação a essa movimentação que houve, para deixar essa embalagem separada, para estar averiguando e ver o porquê que deixaram separada e não descartaram, conforme a devida orientação repassada e procedimento operacional". Cardozo também destacou que todos os caminhões possuem câmeras de monitoramento, o que auxiliou na identificação do responsável pelo descarte do artefato falso.

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Confira as palavras do coordenador de Segurança da PGA e do programa Zero Resíduos, João Carlos Cardozo. | Autor: Lincoln Vargas/aRede.

OCORRÊNCIA

Uma mobilização policial foi registrada nesta segunda-feira (19) em Ponta Grossa após a identificação de um objeto suspeito no compartimento de um caminhão de lixo. O artefato, inicialmente considerado uma possível bomba pelos coletores, levou à interrupção temporária da coleta e à chegada de equipes especializadas da Polícia Militar do Paraná (PM/PR) no bairro Uvaranas para verificação do material.

O homem contatado pela PM afirmou que o objeto era um item falso e não explosivo, esclarecendo que havia simplesmente jogado o material no lixo comum, sem intenção de causar alarme. Com essa confirmação, as equipes encerraram a operação e a coleta de resíduos foi normalizada na região, que havia sido isolada por precaução. 

Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), de Curitiba, ainda estão em deslocamento para Ponta Grossa e, apesar de confirmado o objeto falso, eles farão o descarte correto do simulacro para não ter mais problemas.

CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:

- A Ponta Grossa Ambiental (PGA) informou que vai abrir um processo interno para apurar a conduta dos colaboradores após a quebra do protocolo operacional, já que uma sacola de lixo foi separada e aberta indevidamente durante a coleta, resultando na identificação de um artefato suspeito, depois confirmado como bomba falsa.

- Segundo relatos, os coletores guardaram a sacola na cabine do caminhão para verificação posterior, o que não é permitido pelas normas da empresa. O coordenador de Segurança da PGA, João Carlos Cardozo, reforçou que o procedimento correto é apenas coletar e descartar o lixo, destacando que as câmeras dos caminhões ajudaram a identificar o responsável pelo descarte do objeto.

- A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar do Paraná no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa. O dono do objeto afirmou que se tratava de um item falso descartado no lixo comum. Mesmo assim, agentes do BOPE, de Curitiba, seguem para a cidade para realizar o descarte correto do simulacro.

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