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Empresária é indiciada por aplicar golpes ao realizar casamentos e festas em PG

Até o momento, a PCPR identificou 10 vítimas dos "golpes"; o prejuízo financeiro total contabilizado soma, ao menos, R$ 86 mil

A Polícia Civil orienta que eventuais novas vítimas procurem a 13ª SDP
A Polícia Civil orienta que eventuais novas vítimas procurem a 13ª SDP -

Publicado Por Milena Batista

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, concluiu uma etapa fundamental das investigações sobre crimes de estelionato praticados por uma empresária do ramo de eventos na região. Uma mulher de 30 anos, proprietária de uma empresa de eventos, é investigada por lesar diversas famílias em contratos de casamentos, festas de 15 anos e bodas.

De acordo com o inquérito, a investigada utilizava sua empresa para atrair clientes e, após receber pagamentos integrais ou parciais, deixava de cumprir as obrigações contratuais. As vítimas relataram o abandono de eventos, falta de alimentos e bebidas para convidados, entrega de serviços em desacordo com o combinado e a ausência de repasses a fornecedores, mesmo após terem quitado os valores com a empresa.

Até o momento, a PCPR identificou 10 (dez) vítimas dos "golpes". O prejuízo financeiro total contabilizado soma, ao menos, R$ 86 mil.

A autoridade policial, Dr. Gabriel Munhoz, ressalta que o impacto vai além do financeiro, atingindo gravemente o estado psicológico das vítimas. O caso mais grave envolve uma das contratantes que teve seu casamento agendado para o final de janeiro de 2026. No dia da festa, a noiva recebeu uma mensagem da investigada informando que o evento não seria realizado. Sem qualquer aviso prévio ou devolução de valores, o sonho da família foi interrompido de forma traumática, gerando profunda frustração e humilhação pública.

Diante dos fortes indícios de que a investigada utilizava a atividade econômica para obter vantagens ilícitas, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário pela aplicação de diversas medidas cautelares.

Entre as medidas solicitadas, destacam-se pedidos específicos que visam garantir a tentativa de reparação dos danos financeiros sofridos pelas vítimas, além de restrições que impeçam a empresária de continuar firmando novos contratos e gerando novas vítimas na comarca.

A Polícia Civil orienta que eventuais novas vítimas procurem a 13ª SDP para registrar a ocorrência, o que contribuirá para a instrução do processo e o cálculo total dos danos a serem reparados.

Das assessorias

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