Hospital São Camilo realiza procedimento inédito para tratamento de doenças hepáticas
O objetivo do procedimento é estimular o crescimento progressivo da parte saudável do fígado antes da cirurgia para pacientes com lesões hepáticas

O Centro Hospitalar São Camilo realizou recentemente um procedimento inédito em Ponta Grossa: a embolização da veia porta, técnica indicada para pacientes com lesões hepáticas que necessitam de cirurgia, mas que apresentam volume insuficiente de fígado remanescente para um pós-operatório seguro.

O objetivo do procedimento é estimular o crescimento progressivo da parte saudável do fígado antes da cirurgia definitiva, garantindo melhores condições clínicas e reduzindo o risco de complicações, como a insuficiência hepática.
Procedimento
A técnica foi realizada pela equipe de radiologia intervencionista do Centro Hospitalar São Camilo, conduzida pelo doutor João Afonso Caldeira Brino e pelo doutor Alexander Corvello, em abordagem multidisciplinar conjunta com as equipes de oncologia clínica e cirurgia oncológica.
A intervenção ocorreu na unidade de hemodinâmica do hospital, com tecnologia que permite a navegação por vasos sanguíneos com auxílio de imagens em tempo real, garantindo precisão na condução de procedimentos minimamente invasivos.

De acordo com o doutor João Afonso Caldeira Brino, o procedimento começa com uma pequena punção na pele, por onde é introduzido um cateter até o sistema venoso do fígado. Nesse primeiro caso atendido, um paciente com câncer no fígado foi submetido ao procedimento, que teve duração aproximada de duas horas e contou com anestesia realizada pelo doutor Guilherme Gdla.

A partir daí, é possível acessar de forma seletiva os ramos da veia porta (vaso que leva o sangue do sistema digestivo ao fígado) responsáveis pela irrigação da porção hepática que será removida futuramente. Esses ramos são então bloqueados com materiais específicos de embolização, redirecionando o fluxo sanguíneo para o restante do fígado.
Cada paciente responde de forma individual ao procedimento, sendo necessário acompanhamento por exames de imagem para avaliar a evolução do caso. De forma geral, esse processo estimula o crescimento do fígado remanescente (porção que permanecerá após a cirurgia), com resposta mais significativa entre três e quatro semanas.





















