Exportações de carne bovina batem recorde e reduzem dependência do mercado chinês
Com alta de 39% no faturamento do primeiro bimestre de 2026, Brasil diversifica destinos e vê explosão de demanda nos EUA e Rússia

As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram o ano de 2026 em ritmo acelerado, sinalizando uma mudança estratégica no comércio exterior do setor. De acordo com dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o primeiro bimestre registrou um faturamento de US$ 2,865 bilhões, um salto de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado também cresceu consideravelmente, atingindo 557,24 mil toneladas, uma alta de 22%.
O grande destaque do período é a gradual redução da dependência da China. Embora os chineses continuem na liderança, com compras de US$ 1,221 bilhão, sua participação relativa no total exportado recuou. Esse movimento é compensado pelo avanço agressivo de outros mercados, como os Estados Unidos, que quase dobraram o valor de suas importações de carne in natura (alta de 97,3%), e a Rússia, que mais que duplicou suas aquisições. As informações foram divulgadas pelo portal CNN Brasil.
No cenário interno, a mudança no ciclo pecuário, com a retenção de fêmeas e a valorização dos animais de reposição, deve restringir a oferta e sustentar os preços ao longo do ano. No mercado externo, o Brasil consolida sua posição em 109 países, com destaque para a União Europeia, Chile e Emirados Árabes Unidos. A Abrafrigo ainda aponta oportunidades de crescimento em mercados asiáticos como Japão, Coreia do Sul e Indonésia, que podem ampliar ainda mais a capilaridade da proteína brasileira.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Faturamento Histórico: As vendas externas de carne bovina somaram US$ 2,8 bilhões nos dois primeiros meses do ano, com crescimento de 39% na receita.
- Menor "Chinadependência": Apesar do aumento no volume comprado pela China, a participação do país no total exportado caiu, refletindo a abertura de novos mercados estratégicos.
- Destaque Americano e Russo: Os EUA e a Rússia lideraram o crescimento nas importações, com os americanos aumentando o valor de suas compras em quase 100%.




















