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Merenda escolar gera R$ 200 milhões à agricultura familiar no Paraná

Com aumento no repasse estadual e novas diretrizes nutricionais, programa de alimentação escolar beneficia 291 municípios e prioriza alimentos in natura

Diversificação da produção é o próximo desafio para os agricultores paranaenses que atendem às chamadas públicas do PNAE
Diversificação da produção é o próximo desafio para os agricultores paranaenses que atendem às chamadas públicas do PNAE -

Publicado por Eduarda Gomes

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O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) consolidou-se como um dos principais motores de desenvolvimento para os produtores rurais paranaenses. Atualmente, a iniciativa movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano apenas no Paraná, um salto significativo em relação aos R$ 100 milhões registrados anteriormente. Esse crescimento foi impulsionado por um aporte financeiro aprovado pelo governo estadual no último ano, permitindo que a adesão municipal saltasse de apenas 29 cidades em 2011 para 291 municípios em 2025.

Pela legislação vigente, pelo menos 45% dos recursos repassados pelo governo federal devem ser aplicados na compra direta de produtos da agricultura familiar. Além do impacto financeiro, o programa foca na qualidade nutricional. As novas diretrizes restringem alimentos ultraprocessados e estabelecem que 85% dos itens ofertados aos estudantes devem ser in natura.

Segundo informações detalhadas sobre o programa, divulgadas pelo portal de notícias do Sistema FAEP, o Paraná está entre os cinco estados brasileiros que mais avançaram na execução do PNAE, apresentando forte adesão das prefeituras e eficiência na gestão do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar).

TECNOLOGIA E CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Para organizar essa logística, o estado utiliza o Sistema Merenda Escolar, uma ferramenta eletrônica premiada que cruza a oferta dos produtores com a demanda das escolas, garantindo previsibilidade para quem planta e segurança para quem consome. Atualmente, o modelo já conta com cerca de 6 mil lotes contratados.

Para fornecer ao programa, os produtores precisam cumprir requisitos como:

- Estar organizado em cooperativas ou associações;

- Possuir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo;

- Respeitar a ordem de prioridade, que privilegia produtores locais, assentamentos, comunidades tradicionais, produtos orgânicos e a participação feminina.

Apesar do sucesso, o setor busca agora superar a dependência de produtos externos. Hoje, banana e laranja representam 70% das compras da agricultura familiar no estado, enquanto frutas como maçã e pera ainda são trazidas de outras regiões do Brasil. A meta das autoridades é incentivar a diversificação das lavouras paranaenses para preencher essas lacunas de mercado.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Expansão Financeira: O PNAE no Paraná dobrou seu volume de recursos para R$ 200 milhões, contando com 291 municípios ativos na compra direta da agricultura familiar.

- Qualidade Nutricional: As novas regras do programa priorizam alimentos saudáveis, com a meta de que 85% dos produtos entregues nas escolas sejam itens frescos e minimamente processados.

- Inovação Logística: O uso de um sistema eletrônico para chamadas públicas garante que 6 mil lotes de alimentos sejam planejados com antecedência, oferecendo segurança econômica ao produtor rural.

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