Óbito de criança em Prudentópolis vira discussão na ALEP | aRede
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Óbito de criança em Prudentópolis vira discussão na ALEP

Projeto de lei cobra mais segurança em traves de futebol do Paraná

Sofia Aparecida Iaciuk tinha apenas três anos
Sofia Aparecida Iaciuk tinha apenas três anos -

Publicado por Rodolpho Bowens

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Diante de acidentes graves e fatais registrados no Paraná - incluindo recentemente em Prudentópolis, tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) o Projeto de Lei (PL) nº 153/2026, de autoria do deputado estadual Gilson de Souza (PL), que dispõe sobre normas gerais de segurança relativas à instalação, fixação, manutenção e uso de traves de futebol em espaços públicos e privados destinados à prática esportiva. O projeto foi protocolado em fevereiro de 2026 e tem como foco a prevenção de acidentes, especialmente em ambientes frequentados por crianças e adolescentes.

A proposta prevê regras para escolas públicas e privadas, quadras, campos, ginásios, clubes recreativos, associações e outros locais de uso coletivo que disponibilizem traves para atividades esportivas. Entre as medidas previstas estão a exigência de fixação adequada ao solo ou à estrutura, uso de sistema de contrapeso eficaz quando necessário, manutenção periódica, inspeções regulares e suspensão imediata do uso em caso de risco aos usuários.

O texto também reforça a necessidade de sinalização orientativa e de ações educativas voltadas à prevenção, com o objetivo de criar uma cultura permanente de segurança nos espaços esportivos. A iniciativa busca transformar cuidados básicos em regra, estabelecendo parâmetros mínimos para evitar que estruturas mal fixadas ou sem manutenção adequada se tornem ameaças à integridade física de crianças, adolescentes e demais usuários.

A discussão ganhou ainda mais urgência após a morte de uma menina de 3 anos, atingida por uma trave de futebol em um colégio particular de Prudentópolis. O caso provocou forte comoção e reacendeu o alerta sobre a necessidade de medidas concretas para prevenir novas tragédias.

Deputado Gilson de Souza, autor do projeto de lei
Deputado Gilson de Souza, autor do projeto de lei |  Foto: Orlando Kissner/Alep.

O Paraná já acumula outros episódios semelhantes. Em novembro de 2025, um menino de 12 anos morreu após ser atingido por uma trave em uma quadra municipal de Ibema, no Oeste do Estado. O histórico recente reforça que o problema não é isolado e exige resposta legislativa e administrativa.

“Não podemos esperar que novas tragédias aconteçam. O esporte deve ser espaço de formação, saúde, lazer e convivência, jamais de risco por falta de cuidados. Nosso projeto estabelece medidas preventivas para proteger vidas e reforçar a responsabilidade com a segurança, especialmente das nossas crianças”, afirma o deputado Gilson de Souza.

Atualmente, o projeto tramita no âmbito da ALEP e integra o debate sobre o aperfeiçoamento das normas de proteção em espaços esportivos no Paraná. Em meio à repercussão dos casos recentes, a proposta amplia a cobrança por providências e reforça a urgência de votação da matéria.

Veja abaixo um resumo da notícia

- Padronização e Segurança: o Projeto de Lei nº 153/2026 estabelece normas rigorosas para a instalação e manutenção de traves de futebol em espaços públicos e privados (escolas, clubes e ginásios). A proposta exige fixação obrigatória ao solo, uso de sistemas de contrapeso e vistorias periódicas, com suspensão imediata do uso caso qualquer risco seja detectado;

- Resposta a Tragédias Recentes: a proposta ganhou urgência após acidentes fatais no Paraná, como a morte de uma menina de 3 anos em Prudentópolis e de um garoto de 12 anos em Ibema. O histórico recente mostra que estruturas mal fixadas são um problema recorrente no estado, exigindo uma resposta legislativa para evitar novas fatalidades;

- Cultura de Prevenção: além das regras técnicas, o texto do deputado Gilson de Souza foca na criação de uma cultura permanente de segurança. O objetivo é transformar cuidados simples de engenharia em obrigações legais, garantindo que ambientes esportivos frequentados por crianças e adolescentes sejam espaços de lazer e não de ameaça à integridade física.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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