Novo projeto ferroviário no Paraná terá investimento de R$ 50 bilhões
Informação foi revelada pelo vice-governador, Darci Piana, que também apontou a expectativa de licitação em maio. Projeto prevê nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Paranaguá, passando por Cascavel, com ramais para Foz do Iguaçu e Chapecó (SC)
Publicado: 04/04/2025, 16:19

O projeto da Nova Ferroeste, que prevê a construção de uma ferrovia a alta capacidade entre os municípios de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e Paranaguá, no litoral paranaense, deverá ser licitada no próximo mês, em maio. A informação foi confirmada pelo vice-governador do Paraná, Darci Piana, que também revelou os valores atualizados estimadas para a execução do projeto: R$ 50 bilhões. Piana revelou esses detalhes durante a Assembleia Geral Ordinária do Sistema Ocepar, realizada nessa semana, em Curitiba.
O projeto prevê a construção de mais de 1,3 mil quilômetros de novos trilhos, de uma linha ferroviária que terá uma extensão total de 1.567 quilômetros de trilhos, que pode ser integrada pelo ‘Corredor Bioceânico’. “São mais de 1.300 quilômetros que vão demandar R$ 50 bilhões”, frisou Piana, no evento.
A nova ferrovia tem traçados alternativos em municípios da região dos Campos Gerais, em um novo trajeto – diferente de hoje, que as cargas que saem de Cascavel ou Guarapuava, acabam passando por Ponta Grossa, o novo trajeto não passa pela maior cidade dos Campos Gerais, tendo um trajeto mais ágil, visando a efetividade. Também será feito um novo traçado na Serra do Mar.
O trajeto entre Maracaju e Paranaguá passa por oito municípios do Mato Grosso do Sul, incluindo Dourados, e 51 no Paraná, incluindo Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Balsa Nova e Paranaguá. A Nova Ferroeste vai unir por trilhos Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, incluindo a construção de dois ramais: um entre Foz do Iguaçu e Cascavel (106 quilômetros) e outro entre Chapecó e Cascavel (263 quilômetros). O novo trecho entre Maracaju e Cascavel terá 507 quilômetros.
ALTO POTENCIAL
Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País, capaz de transportar 38 milhões de toneladas em seu primeiro ano de operação, das quais, 26 milhões destinados para exportação. Entre as vantagens, além de impulsionar o desenvolvimento econômico dos três estados envolvidos, além do Paraguai e Argentina, ela garantirá fretes mais baratos (estima-se um custo logístico 30% menor) e traz o benefício de ser um modal menos poluentes que o rodoviário – estima-se que um trem com 100 vagões substitui 357 caminhões.
O leilão acontecerá na Bolsa de Valores de São Paulo, com a previsão de transferência de contrato com cessão onerosa de encargos pelo prazo de 99 anos.
Primeiro trecho será concluído em sete anos
O edital prevê a realização das obras a partir da região de Paranaguá, até chegar a Guarapuava. Esta ligação é essencial porque vai permitir uma nova descida por trilhos na Serra da Esperança, em Guarapuava, e na Serra do Mar, passando por fora da capital paranaense, seguindo por São José dos Pinhais. Dessa maneira a carga vai poder transitar em maior volume e velocidade, mitigando o impacto nas áreas urbanas de maior concentração. A repotencialização da atual ligação entre Guarapuava e Cascavel completa o trajeto a ser entregue nos primeiros sete anos.