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Pegaí imprime seu primeiro livro de poesias para crianças

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13 de setembro de 2021 17:30

Teodoro Anjos


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Com poemas e design gráfico inspiradores e divertidos, ‘Na casa amarela do vovô’ é uma experiência para leitura em família

Na casa do vovô há sempre espaço e tempo para brincadeiras, não é? Foi com a proposta de incentivar a leitura como se ela fosse uma simples brincadeira que o Instituto Pegaí Leitura Grátis realizou a impressão de seis mil exemplares do livro ‘Na casa amarela do vovô - e outros poemas para brincar’, da escritora Jaqueline Conte, com ilustrações de Oscar Reinstein. Os exemplares começam a ser disponibilizados para leitura nesta quarta-feira, 15 de setembro, como um presente para Ponta Grossa, que comemora 198 anos de história.

Jornalista, poeta, pesquisadora e escritora de literatura infantil e juvenil, Jaqueline defende que a criança é um ser poético por natureza. “Ela sabe ver o mundo de uma forma diferente, sempre inaugural. Esse é também o olhar do poeta”, diz, complementando que “poema é brincadeira de palavras que gostam de se divertir”.

Os livros impressos serão disponibilizados nas 67 estantes localizadas em Ponta Grossa e outras 14 cidades paranaenses (encontre uma estante e veja se ela está aberta ou fechada temporariamente no site www.pegai.info/estantes-pegai) e também para as 3 mil famílias atendidas pelo projeto Alimentando Mentes, um dos braços do Instituto Pegaí que acrescenta literatura aos kits de alimentos distribuídos por escolas, igrejas e instituições.

Mais uma vez, a participação de empresas parceiras foi fundamental para a impressão do livro. ‘Na casa amarela do vovô’ tem o patrocínio do Instituto GRPCom, RPC e BV Rede de Postos, além das doações de papel do Grupo BO Paper (miolo) e Papirus (capa). Parte dos custos foi bancado também com recursos do Programa Nota Paraná, a partir dos cupons fiscais doados por pessoas físicas para a campanha ‘Transforme seu cupom sem CPF em Leitura’.

 

Poema é coisa de criança?

Indicada principalmente para o público infantil, a obra é uma ótima pedida para leitura em família – e quem sabe uma inspiração. Parte de seus poemas foram criados em família, entre mãe e filha. “Escrever é um prazer e uma alegria. Felizmente, acho que a Anna Sophia também pensa assim. Ela se diverte no processo, é extremamente criativa e escreve muito bem. A mãe, é claro, fica extremamente feliz e orgulhosa; a escritora também fica feliz em ter uma parceria tão especial. Publicar o que escrevemos juntas, em uma das seções do livro, é uma forma de incentivar as crianças a descobrir também o prazer de escrever”, revela Jaqueline.

‘Na casa amarela do vovô’ foi o primeiro livro de poesias que Oscar Reinsten ilustrou. “Os desenhos são minha interpretação sobre os poemas. O bacana é que o leitor pode ver o trabalho, ler e também se inspirar e imaginar como seria o seu personagem”, afirma o criativo.

Designer gráfico, designer de moda e ilustrador, Oscar sempre esteve cercado de livros em sua infância. “Meus pais sempre nos deram acesso a livros, seja em bibliotecas ou em casa. Eu cresci e me tornei designer gráfico. Ler me inspirou tanto na questão da ilustração, que me fazia viajar, pensar e imaginar o que o autor estava querendo passar; como o objeto livro que também me fascinava: o cheiro do papel, a textura, a tinta, o tipo de letra que foi usada”, conta.

 

Pegaí: a ponte entre livros e leitores

Tanto Jaqueline Conte como Oscar Reinstein cederam os direitos autorais especificamente para a impressão dessa edição especial do Instituto Pegaí. Eles também acreditam na importância da missão de aproximar livros sem leitores de leitores sem livros. Jaqueline, aliás, diz que se vê como uma ponte. “Somos todos pontes, que podem dar acesso, promover encontros, abrir caminhos e possibilitar descobertas. O Pegaí é um projeto que já nasceu ponte. É essa a sua missão, focada na formação de leitores. Fico muito feliz em poder fazer parte deste projeto tão especial”, destaca.

Para Oscar, que traz essa fascinação pelo livro impresso, o contato com uma obra física é uma verdadeira experiência. “Você precisa pensar aonde vai sentar pra ler com calma, aonde vai se encostar, como você vai pegar o livro. E essa experiência que o Pegaí proporciona é extremamente importante. Seria super bacana se o país inteiro tivesse esse tipo de projeto no qual as pessoas têm acesso facilitado ao livro”, conclui.

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