TJ confirma que acusados da morte de advogada de PG irão a júri popular
Assassinato de Eloisa Maria Reis Guimarães ocorreu na noite de 18 de março de 2022. Crime foi cometido a mando de uma facção chamada “Oposição”
Publicado: 04/04/2025, 16:44

Em sessão realizada na última quinta-feira (3), a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná manteve a decisão da 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa e determinou que os envolvidos na morte da advogada Eloisa Maria Reis Guimarães sejam julgados pelo Tribunal do Júri.
Conforme consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os acusados, no dia 18 de março de 2022, por volta das 18h45, na Rua Doutor Arthur João de Maria Ribeiro, nº 492, Bairro Contorno, nesta Cidade, os denunciados, em unidade de desígnios entre si e com Jhonatan Francisco de Oliveira Pedro, o “Metralha”, Matheus Machado de Sousa, o “Matheus Paraná” e um adolescente, mataram Eloisa mediante diversos disparos de arma de fogo e feriram outra mulher.
O advogado Fernando Madureira, que atua como assistente do Ministério Público representando os familiares da vítima Eloisa, informou que “as provas eram contundentes contra os bandidos que ceifaram a vida da nossa colega de profissão, e sendo assim, já esperávamos que o Tribunal de Justiça mantivesse a decisão de mandar estes criminosos a júri popular”.
Madureira disse ainda, que a motivação dos marginais para orquestrarem a morte da vítima Eloisa se deu porque os criminosos supostamente imaginaram que a ela teria fornecido à Polícia Militar informações sobre um carregamento de drogas que chegou na cidade de Prudentópolis, pertencente a facção criminosa “Oposição”, cujo líder seria Luis Fernando, conhecido pelo apelo de “Gasolina”, e que culminou com a prisão de diversas pessoas.
Por este motivo, “Gasolina” teria encomendado a morte da advogada, tendo a acusada Daiane recebido R$ 10 mil para articular o homicídio de Eloisa e “Matheus Paraná” ganhou R$ 25 mil para efetivar “o serviço”, o autor dos disparos teria sido Jhonatan conhecido por “Metralha”, ambos foram mortos por outros criminosos.
A Justiça decidiu que o acusado Luiz Fernando, o “Gasolina”, vai a júri pelo homicídio da vítima Eloisa, com duas qualificadoras (motivo torpe e mediante emboscada) e por corrupção de menor. Os réus Daiana e Jean Carlos serão julgados pelo homicídio qualificado (mediante paga e emboscada) em relação à Eloisa, por tentativa de homicídio qualificado contra a vítima P.M.G, e por corrupção de menores. O Tribunal de Justiça negou o pedido de liberdade provisória dos réus, os quais devem continuar presos preventivamente. Da decisão ainda cabe recurso.