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Manejo do solo é decisivo para a produtividade da soja em anos de seca

Pesquisa no Rio Grande do Sul mostra que práticas conservacionistas reduzem impactos da restrição hídrica e aumentam a estabilidade produtiva da cultura

Planta de soja
Planta de soja -

João Victor

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Uma pesquisa realizada no Rio Grande do Sul aponta que o manejo do solo é um fator decisivo para a produtividade da soja em anos com chuvas abaixo do ideal. O estudo demonstra que a restrição hídrica tem sido mais frequente do que exceção ao longo das últimas décadas, tornando as práticas conservacionistas essenciais para manter o desempenho da cultura, conforme informações do Portal agro.mit.

O levantamento foi conduzido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), que reúne cerca de 30 cooperativas gaúchas, e analisou dados das safras de soja entre 1986 e 2024. O município de Cruz Alta, no norte do estado, foi utilizado como referência por ser uma das principais regiões produtoras da oleaginosa. A pesquisa serve de base para orientar produtores diante da crescente variabilidade climática.

Os pesquisadores avaliaram séries históricas de pluviosidade e sua relação direta com a produtividade da soja em diferentes sistemas de manejo do solo. A análise indica que, em períodos de estiagem severa, as respostas agronômicas são limitadas. No entanto, em anos com chuvas abaixo do ideal, mas sem atingir níveis críticos, o manejo adequado do solo se torna determinante para reduzir perdas produtivas.

De acordo com o pesquisador da RTC/CCGL, Mário Bianchi, sistemas que favorecem o armazenamento de água no perfil do solo apresentam melhores resultados quando comparados a áreas sem manejo conservacionista. “Práticas como a manutenção da cobertura do solo, o uso de palhada de maior persistência e a preservação da estrutura física do solo ajudam a reduzir perdas de umidade e a garantir melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Atualmente, porém, a durabilidade dessa cobertura e a qualidade estrutural do solo são, em média, menores do que em décadas passadas”, explica.

O estudo utilizou dados da estação meteorológica da CCGL, com uma série histórica de aproximadamente 50 anos. Nesse período, apenas 18 safras registraram volumes de chuva superiores a 800 milímetros durante o ciclo da soja, evidenciando que a limitação hídrica é uma condição recorrente no estado.

A pesquisa comparou áreas cultivadas em sistema de plantio direto sem rotação de culturas e com rotação, considerando o acumulado de chuvas entre 1º de novembro e 31 de março. Segundo Bianchi, os resultados indicam que a ocorrência de anos com chuvas plenamente adequadas para altas produtividades é baixa não apenas em Cruz Alta, mas em grande parte do Rio Grande do Sul, o que reforça o manejo do solo como estratégia fundamental para garantir maior estabilidade produtiva.

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA: 

- Estudo mostra que a restrição hídrica é recorrente na produção de soja no Rio Grande do Sul

- Manejo conservacionista do solo melhora o armazenamento de água e reduz perdas produtivas

- Rotação de culturas e manutenção da cobertura do solo são decisivas em anos de chuva abaixo do ideal

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