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Greve paralisa embarques agrícolas da Argentina

O governo Milei considera as greves recorrentes um problema que afeta a produtividade ​da Argentina

A greve dos trabalhadores marítimos ⁠afetou a atracação e desatracação de navios
A greve dos trabalhadores marítimos ⁠afetou a atracação e desatracação de navios -

Publicado por Iolanda Lima

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As atividades de exportação de grãos e derivados da Argentina estavam paralisadas nesta ​quarta-feira devido a uma greve realizada por sindicatos ​marítimos contra uma reforma trabalhista promovida pelo governo do país, disse o presidente da Câmara de Exportadores e Processadores de Grãos CIARA-CEC.

"Isso (a greve de 48 horas) claramente paralisa totalmente as atividades de agroexportação e nos parece uma medida totalmente política e distante das necessidades específicas", disse Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, à Reuters.A greve, que começou ⁠nesta quarta-feira e vai se ​estender até a meia-noite de quinta-feira, coincidirá parcialmente com a paralisação geral ​confirmada para quinta-feira pela poderosa Confederação Geral do Trabalho (CGT), que deverá paralisar a ⁠atividade do país.

A greve dos trabalhadores marítimos ⁠afetou a atracação e desatracação de navios, o transporte de práticos ​e ‌os serviços a embarcações, principalmente na área portuária de Rosário, um dos maiores centros ⁠de exportação agrícola do mundo.

"Esta ação visa defender nossos direitos trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos", afirmou a Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais (Fesimaf) em um comunicado à imprensa ‌divulgado ⁠nas redes sociais.

A ‌Câmara dos Deputados da Argentina deveria debater na quinta-feira o projeto de reforma trabalhista, já aprovado na semana passada pelo Senado, que enfrenta ampla rejeição dos sindicatos argentinos por ⁠flexibilizar as condições de contratação, reduzir as ⁠indenizações por demissão, limitar o direito à greve e permitir jornadas de trabalho mais longas.

Além das greves ‌anunciadas por diversas entidades, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, o polo agroexportador localizado ao norte de Rosário, onde se concentra a maioria das usinas de processamento de soja do país, aderiu à greve na ‌quarta-feira.

O SOEA também aderiu às greves anunciadas por diversos sindicatos. "Condenamos veementemente essa suposta modernização que busca apenas legalizar a erosão dos direitos trabalhistas", declarou o SOEA em ⁠um comunicado à imprensa.

A Argentina é a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.

O governo Milei considera as greves recorrentes um problema que afeta a produtividade ​da Argentina.

"As greves não são neutras para a atividade econômica. Quando o transporte e os ​portos são afetados, o impacto vai além do dia de trabalho perdido. A Argentina depende de sua capacidade de exportação para manter o fluxo de divisas", disse Ion Jauregui, analista da consultoria ActivTrades.


Com informações da CNN Brasil 

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