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Vídeo mostra momento em que corretora é atacada por síndico; veja registro

Polícia Civil afirmou que crime cometido por Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza, foi premeditado; vítima foi encontrada em área de mata após 40 dias de desaparecimento

No dia 17 de dezembro, ela desceu pelo elevador até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia
No dia 17 de dezembro, ela desceu pelo elevador até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia -

Publicado por Iolanda Lima

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Um vídeo recuperado pela Polícia Civil mostra o momento exato em que Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Goiás, foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira. A gravação foi divulgada pela Polícia Civil de Goiás, durante coletiva concedida à imprensa, na manhã desta quinta-feira (19).

O crime ocorreu no dia 17 de dezembro de 2025, no subsolo de um prédio, em Caldas Novas (GO). A mulher só foi encontrada, morta em uma área de mata, após ficar desaparecida por cerca de 40 dias.

No registro, é possível ver Daiane enquanto descia de elevador e fazia o caminho até o subsolo para olhar o quadro de luz do prédio. De acordo com a polícia, Cleber aparece nas imagens e está com luvas nas mãos, o que indicou premeditação no crime e uma "emboscada". Veja vídeo abaixo: 

VÍDEO
| Autor: Divulgação/CNN
 

O delegado Jão Paulo Mendes ainda afirmou que o homem estava com capota de uma caminhonete aberta. "Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, explicou.

Além disso, os investigadores afirmaram que "Daiane foi testemunha do próprio homicídio", já que o vídeo recuperado foi um dos atos decisivos para a conclusão do caso. As investigações ainda apontaram que os tiros que mataram a mulher não foram dados dentro do prédio, e sim, provavelmente, na área de mata.

Segundo o superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos, o armamento do crime era uma pistola .380 semiautomática. Daiane foi atingida por dois tiros. Uma bala ficou alojada na cabeça da mulher e a outra saiu pelo lado esquerdo da vítima.

Cleber e o filho dele foram presos na madrugada do dia 28 de janeiro. O síndico indicou onde o corpo estava escondido, mas não quis contar para polícia sobre a dinâmica do crime durante o interrogatório.

Em nota, a defesa do síndico, que é representada pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, informou que ainda não tiveram o acesso integral dos documentos recentemente inseridos na investigação, incluindo ao Relatório Final Policial, e que só se manifestará após a "análise de todo o seu conteúdo".

Já a defesa do filho dele, representada pelos advogados Luiz Fernando Izidoro e Daniel Gonçalves Santos, afirmou que o investigado não teve qualquer participação na morte de Daiane Alves e que apresentou à polícia um conjunto de provas considerado “irrefutável”, que indicariam que ele não estava na cidade no momento do crime. Os advogados criticam a decretação da prisão temporária, afirmando que ela está baseada apenas em "suposições".

Denúncias entre mulher e síndico

Antes do desaparecimento, Daiane e o síndico do condomínio trocaram denúncias.

Cléber é acusado de perseguir Daiane, entre fevereiro e outubro de 2025. As ações de perseguição começaram em novembro de 2024, após um desentendimento entre a dupla.

No documento, a promotoria alega que Daiane geria determinados imóveis dentro do condomínio onde Cleber era síndico. Em uma das locações, a mulher alugou um dos apartamentos para duas famílias, totalizando nove pessoas. No entanto, o número ultrapassou o limite máximo permitido de hóspedes por unidade no condomínio, fato que desencadeou as perseguições.

Desaparecimento

Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.

No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.

O registro das imagens, no entanto, é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.

Depois disso, ela não foi mais vista.

A Polícia Civil concluiu o caso e apresentou todos os detalhes das investigações na manhã desta quinta-feira (19).


Com informações da CNN Brasil 

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