Exportações brasileiras de tabaco registram recorde em 2025 | aRede
PUBLICIDADE

Exportações brasileiras de tabaco registram recorde em 2025

País exportou 561 mil toneladas para 121 países, um crescimento de mais de 23% sobre o desempenho de 2024

Região Sul lidera a produção e os embarques nacionais da planta
Região Sul lidera a produção e os embarques nacionais da planta -

Eduarda Gomes de Paula

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O Brasil registrou, em 2025, o maior valor já alcançado com exportações de tabaco, consolidando sua posição de liderança no mercado internacional. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base no sistema ComexStat, as vendas externas somaram US$ 3,38 bilhões, em alta de 13,85% sobre o resultado de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 2,97 bilhões.

O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, registrado em 2012, quando o país havia alcançado US$ 3,27 bilhões.

Em 2025, o Brasil exportou 561 mil toneladas de tabaco para 121 países, um crescimento de 23,23% em relação às 455, 2 mil toneladas embarcadas no ano anterior.

Apesar de um forte avanço no volume, a receita cresceu em ritmo menor. A diferença é explicada pela redução no preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 caiu para cerca de US$ 6.040, uma retração estimada em 7,6%.

Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, os números demonstram um crescimento consistente, ainda que com ajustes de mercado. “Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avaliou.

LIDERANÇA MUNDIAL

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco, liderança mantida desde 1993. Nos últimos cinco anos, o país tem apresentado média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas.

De acordo com o SindiTabaco, essa estabilidade está diretamente ligada ao Sistema Integrado de Produção de Tabaco, modelo amparado pela Lei da Integração, que regula os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipos de produto e orientações técnicas de manejo.

A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade, garantindo competitividade ao produto brasileiro no mercado internacional.

EUROPA LIDERA ENTRE OS DESTINOS

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques. África/Oriente Médio ficaram com 8%, enquanto América do Norte e América Latina responderam por 6% cada. O Leste Europeu completou a lista, com 3%.

A Região Sul, responsável por 96% da produção nacional de tabaco, lidera as vendas externas. Em 2025, os embarques pelos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná somaram 555,2 mil toneladas, volume 24,34% superior ao registrado em 2024.

Em receita, as exportações da região alcançaram US$ 3,31 bilhões, uma alta de 14,91% na comparação anual, representando 98% de toda a receita obtida pelo Brasil com vendas externas do produto no período.

O resultado reforça o peso estratégico do setor para a balança comercial brasileira e para a economia da Região Sul, que permanece como o principal polo produtor e exportador de tabaco do país.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Recorde Histórico de Faturamento: O Brasil atingiu a marca inédita de US$ 3,38 bilhões em exportações de tabaco, superando o recorde anterior de 2012. O crescimento foi de 13,85% em relação a 2024, consolidando o país como líder mundial do setor desde 1993.

- Aumento de Volume vs. Queda de Preço: Houve um salto de 23,2% no volume embarcado (561 mil toneladas), mas a receita não subiu na mesma proporção devido à redução de 7,6% no preço médio por tonelada, que caiu para cerca de US$ 6.040.

- Dominância da Região Sul e Europa: A Região Sul concentrou 98% da receita nacional do setor, tendo a Europa como principal destino (41% das vendas). O sucesso do modelo é atribuído ao Sistema Integrado de Produção, que alinha o plantio às demandas globais.

Com informações: CNN Brasil.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right