Preço do feijão cai para o produtor mas segue elevado nos supermercados
Descompasso no mercado impede que redução de valores na origem chegue ao consumidor; feijão-carioca acumula alta de 20% em 12 meses

O mercado de feijão no Brasil atravessa um momento de forte desalinhamento entre as duas pontas da cadeia produtiva. Enquanto os agricultores enfrentam uma fase de preços baixos na origem e margens apertadas, o consumidor final não sente o alívio no bolso e continua encontrando o produto com valores elevados nas gôndolas dos supermercados. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro dos Feijões e Pulses (Ibrafe), o valor pago ao produtor tem recuado de forma significativa em diversos períodos, muitas vezes não sendo suficiente sequer para cobrir os custos de produção, que seguem pressionados pelo câmbio e insumos. No entanto, essa queda no campo não é transmitida com a mesma intensidade para o varejo.
Na prática, o feijão continua pesando no orçamento das famílias brasileiras. O IPCA-15 aponta que o feijão-carioca acumulou uma alta expressiva de quase 20% no período de 12 meses até março de 2026. Essa distorção revela que, mesmo quando há alívio na porteira da fazenda, o movimento chega de forma parcial ou muito lenta para quem compra no supermercado, mantendo a sensação persistente de encarecimento.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Contradição: O preço pago ao produtor de feijão está em queda, mas o valor de venda nos supermercados permanece alto.
- Inflação: O feijão-carioca registra uma alta acumulada de aproximadamente 20% em um ano, segundo dados do IPCA-15.
- Impacto na cadeia: O desalinhamento entre origem e destino prejudica a margem do produtor e pode reduzir o consumo do alimento básico nas famílias.




















