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Preço do leite ao produtor sobe 5,4% com queda na oferta e maior disputa industrial

Valorização em fevereiro é a segunda alta consecutiva, impulsionada pela redução na captação e melhora na demanda por derivados

Queda na oferta de pastagens e aumento nos custos de nutrição animal contribuíram para a redução de 3,6% na captação nacional de leite
Queda na oferta de pastagens e aumento nos custos de nutrição animal contribuíram para a redução de 3,6% na captação nacional de leite -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado lácteo brasileiro registrou uma recuperação nos preços pagos aos produtores em fevereiro de 2026. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea Esalq/USP), a "Média Brasil" fechou o mês em R$ 2,1464 por litro, o que representa um avanço de 5,43% em relação ao período anterior.

Apesar da reação recente, o setor ainda enfrenta um cenário de recomposição. Quando deflacionados pelo IPCA, os valores atuais permanecem 25,45% abaixo do patamar registrado em fevereiro de 2025. O movimento de alta atual é sustentado pela combinação entre a escassez de matéria-prima no campo e a necessidade das indústrias de garantir o suprimento para atender o atacado. As informações foram divulgadas pelo portal Agrofy News.

FATORES DE PRESSÃO

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) apresentou uma queda de 3,6% na média nacional entre janeiro e fevereiro. Estados como Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Goiás foram os que mais sentiram o recuo na produção.

Essa diminuição é atribuída a dois pilares principais:

- Sazonalidade climática: O período afeta a qualidade das pastagens, elevando os gastos com nutrição animal.

- Cautela nos investimentos: O histórico de quedas de preço ao longo de 2025 desestimulou o produtor a investir na expansão do rebanho ou em tecnologias de produtividade.

REAÇÃO NOS DERIVADOS E TENDÊNCIAS

Diferente de janeiro, quando o mercado de consumo estava estagnado, fevereiro trouxe fôlego para os produtos finais. A menor disponibilidade de leite cru, somada ao fortalecimento da demanda, permitiu que laticínios reajustassem os preços do leite UHT e do queijo muçarela no atacado paulista. Especialistas indicam que essa tendência de valorização deve se intensificar durante o mês de março, mantendo o viés de alta para o preço do leite cru pago ao pecuarista.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Alta no Campo: O preço do leite ao produtor subiu 5,43% em fevereiro (R$ 2,14/litro), marcando a segunda valorização mensal seguida.

- Oferta Restrita: A captação caiu 3,6% no Brasil devido a fatores climáticos e ao baixo investimento dos produtores após as crises de rentabilidade em 2025.

- Mercado de Consumo: A redução da matéria-prima e a melhora na demanda impulsionaram os preços do queijo muçarela e do leite UHT no atacado, com previsão de novas altas para março.

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