Campos Gerais lideram modernização e PR se consolida como potência na pecuária leiteira
Com Carambeí e Castro no topo, produtores paranaenses impulsionam o crescimento do setor acima da média nacional através de escala e tecnologia

A pecuária leiteira brasileira atravessa um momento de transformação estrutural, e o estado do Paraná, especialmente a região dos Campos Gerais, posiciona-se na vanguarda deste movimento. De acordo com o levantamento do MilkPoint, os 100 maiores produtores de leite do país ampliaram sua produção em 2025, atingindo uma média de 35.392 litros por dia. Esse avanço representa um crescimento de 8,72% em relação ao estudo anterior, com uma produção anual total de 1,29 bilhão de litros. As informações são da CNN Brasil.
O desempenho dessas propriedades revela um contraste nítido com a média nacional. Desde 2001, o volume produzido por esses grandes players saltou 443%, enquanto a produção formal de leite no Brasil cresceu 107% no mesmo período. No topo da pirâmide, o "Top 10" elevou sua média diária para 80.362 litros, um incremento de 11%. Somadas, as 100 maiores fazendas entregam 3,5 milhões de litros diariamente, o que corresponde a 4,74% de todo o leite captado formalmente no país.
A geografia do ranking reforça a hegemonia do Sul e Sudeste. Embora Minas Gerais lidere em número de fazendas (39), o Paraná ocupa a segunda posição com 23 propriedades. O destaque absoluto fica para os municípios paranaenses. Carambeí lidera o ranking nacional com oito propriedades entre as maiores, seguido por Castro, com sete.
Para Stephanie Gonsales, coordenadora do levantamento, o cenário indica uma evolução sustentada por genética, gestão e tecnologia. A profissionalização é visível na escolha dos sistemas de produção: 85 das 100 maiores fazendas utilizam confinamento (Free Stall ou Compost Barn). Em termos genéticos, a raça Holandesa domina 82% das propriedades, seguida pela Girolando (14%).
Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures, ressalta que, embora a fatia do "Top 100" pareça pequena diante do total nacional, ela sinaliza uma consolidação irreversível. O setor também viu um marco histórico em 2025. Pela primeira vez, propriedades ultrapassaram a média anual de 100 mil litros por dia, com a Fazenda São José assumindo a liderança do ranking.
Mesmo com o aumento da produtividade, os custos operacionais mantiveram certa estabilidade, com 38% dos produtores relatando gastos entre R$ 2,25 e R$ 2,50 por litro. O fenômeno de expansão, segundo o estudo, não se restringe apenas aos nomes da lista, sugerindo que produtores de diversos portes estão buscando eficiência para se manterem competitivos no mercado.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Protagonismo do Paraná: O estado consolidou 23 fazendas entre as 100 maiores do Brasil, com Carambeí e Castro liderando o ranking por municípios.
- Ganho de Escala: A produção dos grandes produtores cresceu 443% desde 2001, superando amplamente o crescimento da produção formal brasileira (107%).
- Profissionalização Tecnológica: O setor atinge novos patamares de eficiência com a disseminação de sistemas de confinamento e o uso intensivo de genética holandesa.




















