Seca ameaça safras de milho e feijão no Paraná e leva 16 municípios a decretarem emergência
Estiagem e calor causou redução de 31% na área de feijão e deterioração rápida das lavouras de milho em apenas uma semana

O setor produtivo de grãos no Paraná enfrenta um cenário crítico devido à persistência da estiagem e às ondas de calor. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (9), a gravidade da situação climática já levou 16 municípios paranaenses a decretarem situação de emergência.
No caso do feijão, que está em sua segunda safra (a principal do estado), os números são alarmantes. A área semeada sofreu uma redução drástica de 31% em comparação ao ciclo de 2025, caindo para 239 mil hectares. Com a falta de chuvas em regiões estratégicas como Pato Branco, Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão, a expectativa é de uma queda de pelo menos 20% na produção final.
O milho de segunda safra também apresenta sinais de fadiga hídrica. Em apenas sete dias, o percentual de lavouras consideradas em "boas condições" caiu de 91% para 85%. A área sob risco nos municípios em emergência soma mais de 208 mil hectares. Embora chuvas recentes tenham trazido um alívio momentâneo, especialistas do Deral alertam que a produtividade estimada dificilmente será alcançada caso o clima não se estabilize imediatamente.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Calamidade: 16 municípios em emergência devido ao calor e falta de chuvas, impactando diretamente o potencial produtivo do estado.
- Quebra no Feijão: Redução de 31% na área plantada e perda esperada de pelo menos 20% no volume de produção.
- Milho sob Pressão: Condições das lavouras pioram semanalmente, com 15% da área total já fora das condições ideais de desenvolvimento.





















