Carne suína atinge maior vantagem de preço frente à bovina em quatro anos
Relação de troca permite adquirir 2,46 quilos de suíno pelo valor de um quilo de boi; queda no custo dos grãos favorece a competitividade da proteína

A competitividade da carne suína no mercado brasileiro alcançou, em março de 2026, seu melhor patamar desde 2022. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revelam que o poder de compra do consumidor foi ampliado. Atualmente, é possível adquirir 2,46 quilos de carne suína com o valor equivalente a apenas um quilo de carne bovina. O movimento é resultado de uma combinação entre a desvalorização da proteína suína e a valorização da bovina.
A principal razão para o recuo nos preços dos suínos reside nos custos de produção. O setor tem sido beneficiado pelo baixo preço dos grãos, que compõem a maior parte da alimentação dos animais e estão com valores abaixo da média histórica. Conforme as informações divulgadas no portal CNN Brasil, o 7º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na terça-feira (14), reforça essa tendência ao indicar um aumento nos estoques de grãos, o que mantém a pressão negativa sobre os custos dos insumos.
No caminho inverso, a carne bovina sofre pressão de alta devido ao bom desempenho das exportações, que reduz a oferta interna, e à menor disponibilidade de fêmeas para o abate em comparação ao ano anterior. Embora fatores externos, como o preço dos combustíveis, possam impactar o transporte e a cadeia produtiva, o cenário atual consolida a carne suína como a alternativa mais econômica para o consumidor que não deseja abrir mão da proteína animal.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Vantagem Econômica: A diferença de preço entre as duas proteínas é a maior dos últimos quatro anos, favorecendo o consumo de carne suína.
- Custos de Produção: A queda no preço do milho e da soja (insumos básicos) reduziu o custo final do suíno, enquanto a exportação aquecida encareceu o boi.
- Cenário de Mercado: Enquanto os estoques de grãos da Conab favorecem a manutenção dos preços baixos para suínos, a menor oferta de fêmeas pressiona o mercado bovino.





















