Safra de laranja cresce 26,9%, mas seca e greening impedem alcance da meta inicial
Produção no cinturão citrícola fecha em 292,94 milhões de caixas; queda prematura de frutos, impulsionada por doenças e clima adverso, causou a perda de mais de 88 milhões de caixas

O Fundecitrus encerrou oficialmente a safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola (São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro) com um volume de 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg. Embora o número represente uma recuperação de 26,9% frente ao ciclo anterior, que colheu 230,87 milhões de caixas, o resultado frustrou as expectativas iniciais de maio de 2025, ficando 6,9% abaixo do projetado.
O ciclo foi marcado por um severo déficit hídrico: entre maio de 2025 e março de 2026, o volume de chuvas ficou 13% abaixo da média histórica. Regiões como o Triângulo Mineiro e Altinópolis foram as mais castigadas, com reduções de até 30% na pluviosidade. Esse cenário climático, somado à pressão fitossanitária, impediu que a safra atingisse o patamar de 314 milhões de caixas estimado no começo do período produtivo. As informações são da CNN Brasil.
PESO DO GREENING E A QUEDA DOS FRUTOS
O fator que mais pesou contra o produtor nesta safra foi a queda prematura de frutos, que resultou na perda de 88,49 milhões de caixas. O grande vilão foi o greening, responsável por 56% dessas perdas (49,59 milhões de caixas). Outros problemas como o bicho-furão, moscas-das-frutas e a leprose também contribuíram para a quebra, somando prejuízos de aproximadamente 24 milhões de caixas.
Além da perda de frutos no chão, os que chegaram à colheita estavam menores. O tamanho médio caiu de 158 gramas para 153 gramas. Na prática, isso significa que agora são necessárias 266 laranjas para encher uma caixa, contra 258 na safra passada.
VARIEDADES E DESEMPENHO REGIONAL
A produção concentrou-se nas variedades tardias, como Valência e Folha Murcha (104,53 milhões de caixas) e a variedade Pera (87,44 milhões). As chuvas ocorridas no início de 2026 ajudaram a recuperar parcialmente o peso desses frutos que ainda estavam no pomar, garantindo uma estabilidade em relação à reestimativa feita em fevereiro. O Triângulo Mineiro, apesar do déficit hídrico acentuado, reforçou sua importância no cinturão, entregando 25,69 milhões de caixas do total produzido.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recuperação com Ressalvas: A safra cresceu 26,9% comparada ao ciclo anterior, mas a seca e pragas impediram o cumprimento da meta inicial de 314 milhões de caixas.
- Impacto do Greening: A doença foi a principal causa da queda prematura de frutos, sendo responsável pela perda de quase 50 milhões de caixas no cinturão citrícola.
- Frutos Menores: O estresse hídrico reduziu o peso médio da laranja para 153 gramas, elevando a taxa média de queda de frutos para 23,2% ao final da colheita.





















