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Entidades cobram valorização do tabaco paranaense em visitas às fumageiras

Comissão percorreu unidades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para monitorar a safra 2025/2026; entidades alertam que falhas na classificação prejudicam a rentabilidade

Entidades recomendam rigor na separação das classes para garantir que o produto alcance o valor máximo de mercado
Entidades recomendam rigor na separação das classes para garantir que o produto alcance o valor máximo de mercado -

Publicado por Eduarda Gomes

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Uma comissão representativa dos produtores de tabaco realizou, na última semana, uma mobilização estratégica em unidades fumageiras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O grupo, formado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (incluindo a FAEP paranaense) e de Trabalhadores Rurais, acompanhou o processo de comercialização da safra 2025/2026 com o objetivo de garantir que a alta qualidade do produto seja devidamente remunerada.

No Paraná, assim como em Santa Catarina, o diferencial acompanhado pela comissão foi o diálogo direto nas esteiras das empresas, onde o produtor monitora a classificação de seu tabaco em tempo real. Os representantes ouviram relatos dos agricultores paranaenses sobre as percepções de valorização e os preços praticados no momento da venda, buscando assegurar que o esforço dedicado ao cultivo se traduza em rentabilidade justa. As informações foram divulgadas no portal de notícias da Afubra.

CLASSIFICAÇÃO E QUALIDADE

Embora a qualidade desta safra seja reconhecida como boa por todo o setor, a comissão identificou problemas técnicos que estão "puxando para baixo" o preço pago ao produtor. O grande entrave no Paraná e nos demais estados reside na mistura de diferentes classes em um mesmo fardo e na presença de sujeira junto ao produto.

As entidades reforçaram a orientação para que o fumicultor paranaense redobre o cuidado na separação e limpeza do tabaco. "Muitas vezes ele tem um produto de boa qualidade, mas acaba perdendo valor na hora da venda em função dessas falhas", alertaram os representantes da comissão.

DADOS REGIONAIS E PERSPECTIVA GLOBAL

- Rio Grande do Sul: O foco das visitas foi a análise do preço médio em relação à qualidade, visto que o tabaco já chega às empresas previamente classificado nas propriedades rurais.

- Santa Catarina e Paraná: A dinâmica permitiu a observação direta da classificação na esteira e o suporte técnico ao produtor durante o ato da comercialização.

- Cenário Global: Com o aumento da oferta em países concorrentes do Brasil, a comissão lançou a mensagem de que "menos é mais", orientando o setor a planejar uma redução no plantio para a próxima safra a fim de evitar a queda nos lucros no Sul do país.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Acompanhamento no PR: No Paraná, a comissão verificou a classificação do tabaco nas esteiras para garantir transparência e remuneração justa aos agricultores.

- Prejuízo por Misturas: Falhas na separação do produto e presença de sujeira nos fardos foram apontadas como os principais motivos para a perda de valor na safra atual.

- Redução de Plantio: Entidades recomendam que os produtores diminuam a área plantada no próximo ciclo para manter a rentabilidade frente à concorrência global.

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