Brasil já preencheu 65% da cota de envio de carne bovina para a China | aRede
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Brasil já preencheu 65% da cota de envio de carne bovina para a China

Ritmo acelerado das exportações e volume de cargas em trânsito indicam que o teto anual de 1,1 milhão de toneladas pode ser alcançado ainda na primeira quinzena do segundo semestre

Carregamentos brasileiros em direção à China aceleram o preenchimento da cota anual, desafiando a estratégia dos frigoríficos para o final de 2026
Carregamentos brasileiros em direção à China aceleram o preenchimento da cota anual, desafiando a estratégia dos frigoríficos para o final de 2026 -

Publicado por Eduarda Gomes

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O setor pecuário brasileiro vive um momento de forte movimentação comercial com o mercado asiático, mas o ritmo intenso acende um alerta para o planejamento do segundo semestre. De acordo com dados compilados pela Terra Investimentos e divulgados pela CNN Brasil, a cota de carne bovina brasileira destinada à China já está 65% preenchida, considerando tanto os volumes que já passaram pelo desembaraço aduaneiro quanto as cargas que estão atualmente em trânsito.

As estatísticas da GACC (General Administration of Customs of China), a alfândega chinesa, revelam que as importações de carne bovina totalizaram 139,95 mil toneladas apenas no mês de março. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o volume chega a 512,03 mil toneladas, o que representa uma média mensal de 170,68 mil toneladas. Esse montante já consome 46% da cota anual estipulada em 1,106 milhão de toneladas.

No cenário global de fornecedores, o Brasil mantém sua hegemonia como o principal exportador individual para a China. O volume brasileiro no trimestre é mais que o triplo do registrado pela Argentina (140,5 mil toneladas) e quase cinco vezes superior ao da Austrália (105,27 mil toneladas).

Em termos proporcionais de utilização de cotas, a Austrália aparece na liderança com 51,35% de seu limite de 205 mil toneladas já utilizado. O Brasil vem logo em seguida com seus 46,30% de consumo efetivo. Outros players como Uruguai e Nova Zelândia registraram 47,53 mil e 28,77 mil toneladas, respectivamente, enquanto os Estados Unidos tiveram uma participação residual de apenas 540 toneladas (0,20% de sua cota).

PROJEÇÕES E LOGÍSTICAS

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) indicam que o Brasil embarcou 103 mil toneladas em fevereiro e 102 mil toneladas em março. Como o intervalo médio entre o embarque no Brasil e o desembaraço na China é de aproximadamente 45 dias, estima-se que 205 mil toneladas cheguem aos portos chineses entre abril e maio, elevando o preenchimento da cota para o patamar de 65%.

Com um saldo restante de aproximadamente 389 mil toneladas, o mercado avalia que, no ritmo atual, o limite será atingido na primeira quinzena de julho. Caso haja uma aceleração nas compras ou se considerar o volume já embarcado como garantido, o esgotamento pode ocorrer ainda no final de junho. A antecipação desse teto exigirá que exportadores e importadores redobrem a atenção ao planejamento logístico para evitar impactos negativos no fluxo comercial da segunda metade do ano.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Volume Comprometido: Entre consumo efetivo e carga em trânsito, o Brasil já atingiu 717,03 mil toneladas, restando apenas 35% da cota anual disponível.

- Liderança de Mercado: O Brasil segue como o maior fornecedor individual para a China, exportando volumes significativamente superiores aos de concorrentes como Argentina e Austrália.

- Prazo Crítico: Mantida a média mensal de importação chinesa, a previsão é de que a cota total de 1,106 milhão de toneladas seja esgotada até a primeira metade de julho.

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