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Paraná lidera expansão da produção de cevada com maltaria em PG

Parceria tecnológica entre Embrapa e FAPA em Guarapuava impulsiona recorde histórico de área cultivada no Estado

Investimento em biotecnologia busca garantir produtividade recorde e padrão industrial para as maltarias instaladas no Paraná
Investimento em biotecnologia busca garantir produtividade recorde e padrão industrial para as maltarias instaladas no Paraná -

Publicado por Eduarda Gomes

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O cultivo de cevada no Brasil vive um momento de forte expansão, com projeções otimistas para a safra de 2026. A estimativa é de um aumento de 7,9% na área plantada na Região Sul, o principal polo produtor do país. O protagonismo desse crescimento pertence ao Paraná, onde o fomento da indústria de malte deve sustentar a área acima dos 100 mil hectares. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral), a previsão é de que o estado cultive 118,6 mil hectares nesta safra, consolidando a maior área dedicada à cultura na história do Paraná.

Este avanço é impulsionado significativamente pela inauguração da Maltaria Campos Gerais, em Ponta Grossa, que estimula a produção em seu entorno. Para acompanhar essa demanda, a Embrapa oficializou um acordo de cooperação técnica com a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), instituição mantida pela Cooperativa Agrária Agroindustrial, sediada em Guarapuava. O objetivo da parceria, que tem vigência até 2028, é desenvolver quatro novas linhagens de cevada que unam alto rendimento, sanidade e qualidade industrial. As informações são do portal de notícias da Embrapa.

O mercado brasileiro de cerveja é o terceiro maior do mundo, produzindo 17,8 milhões de toneladas anuais, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Com 1.847 cervejarias e um consumo per capita de 69,9 litros ao ano, a demanda por malte é massiva. A legislação brasileira exige que a cerveja contenha ao menos 55% de malte de cevada em sua formulação.

Para abastecer as cinco grandes maltarias em atividade no país, seriam necessários 2,3 milhões de toneladas de grãos de cevada. Atualmente, o Brasil ainda depende de importações. Em 2025, foram importados 1,3 milhão de toneladas de malte e 933 mil toneladas de grãos.

O pesquisador da Embrapa Trigo, Aloisio Vilarinho, aponta que o clima na Região Sul é o principal entrave. Chuvas excessivas na fase reprodutiva, geadas tardias e ondas de calor na pré-colheita podem prejudicar a qualidade do grão, impedindo sua malteação. Por isso, a pesquisa em Guarapuava foca em desenvolver cultivares mais tolerantes a doenças como a giberela, ao acamamento e à germinação na espiga. O grão ideal deve ter teor de proteína entre 9% e 12%, ser graúdo e apresentar baixos níveis de micotoxinas.

A técnica de duplo-haploide é a grande aposta para acelerar os resultados. Ela permite que uma nova cultivar, que levaria até 15 anos para ser desenvolvida pelo método convencional, fique pronta em apenas 6 a 8 anos.

Além do Sul, a pesquisa disponibiliza tecnologias para o Brasil Central (GO, MG, SP e DF) sob irrigação. Embora a produtividade seja alta (até 7 mil kg/ha com a cultivar BRS Itanema), a falta de indústrias instaladas na região e a competição com hortaliças em pivôs dificultam a expansão no Cerrado. Já no Paraná, a infraestrutura industrial e a logística favorecem o setor. A proximidade entre o campo e as maltarias, como ocorre nos Campos Gerais, continua sendo o diferencial competitivo que mantém o Estado na vanguarda da produção nacional de cevada cervejeira.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Recorde Histórico: O Paraná deve atingir a marca de 118,6 mil hectares de cevada em 2026, impulsionado pela nova Maltaria Campos Gerais em Ponta Grossa.

- Aliança Tecnológica: Embrapa e FAPA (Guarapuava) firmaram parceria até 2028 para criar sementes mais resistentes ao clima paranaense e com alta qualidade para malteação.

- Demanda Industrial: O Brasil consome 2 milhões de toneladas de malte por ano; a expansão paranaense é vital para reduzir a dependência de importações, que ainda somam mais de 900 mil toneladas de grãos.

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