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China se diz 'chocada' e alega que captura de Maduro viola soberania

Pequim acrescentou que a ofensiva dos EUA representa uma ameaça direta à paz e à segurança da América Latina e do Caribe

A reação da China ganha peso diplomático, pois ocorre após Maduro ter recebido, no Palácio de Miraflores
A reação da China ganha peso diplomático, pois ocorre após Maduro ter recebido, no Palácio de Miraflores -

Publicado Por João Iansen

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A China condenou neste sábado (3) a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, classificando a operação como um “uso flagrante da força contra um Estado soberano”. A reação foi divulgada em comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.

“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente, Nicolás Maduro”, afirmou um porta-voz da chancelaria em publicação nas redes sociais.

Segundo o governo chinês, a operação norte-americana viola gravemente o direito internacional e a soberania venezuelana.

Pequim acrescentou que a ofensiva dos EUA representa uma ameaça direta à paz e à segurança da América Latina e do Caribe. “Tais atos hegemônicos dos Estados Unidos violam os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. Exigimos que Washington cesse imediatamente as violações da soberania e da segurança de outros países”, ressalta o comunicado.

Aliados

A reação da China ganha peso diplomático, pois ocorre após Maduro ter recebido, no Palácio de Miraflores, nessa sexta-feira (2), o enviado especial do governo chinês, Qiu Xiaoqi. A visita contou com a presença da vice-presidente Delcy Rodríguez e do chanceler Yván Gil, e teve como foco a revisão de mais de 600 acordos bilaterais entre os dois países.

Pequim é hoje a maior compradora de petróleo bruto da Venezuela, responsável por cerca de 4% das importações chinesas, e tem criticado reiteradamente as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o governo chavista.

No fim de dezembro, o governo chinês já havia classificado como “grave violação do direito internacional” a apreensão, pelos EUA, de navios estrangeiros ligados ao comércio de petróleo venezuelano.

RESUMO

Condenação oficial: A China classificou a operação dos EUA como um uso flagrante de força e uma violação grave da soberania venezuelana e do direito internacional.

Violação de princípios: O governo chinês afirmou que a ação desrespeita a Carta das Nações Unidas e representa uma ameaça direta à paz e à segurança na América Latina.

Aliança estratégica: A crítica ocorre em um momento de forte proximidade, logo após uma visita diplomática chinesa a Maduro para revisar mais de 600 acordos bilaterais, especialmente no setor de petróleo.

Com informações: Metrópoles.

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