PCPR prende suspeito pelo crime de feminicídio de Júlia Batista Gonçalves em Carambeí
Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos, foi encontrada morta as margens da Estrada do Areião em 25 de janeiro

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), um mandado de prisão temporária contra um homem de 59 anos, suspeito do feminicídio de Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos. O crime ocorreu no dia 25 de janeiro, em Carambeí, na região dos Campos Gerais.
Segundo a Delegada da PCPR, Renata Batista, as investigações tiveram início logo após o corpo da vítima ser localizado na Estrada do Areião, às margens da via. Na ocasião, a PCPR acionou o Instituto Médico Legal (IML) e a Polícia Científica, cujos laudos periciais confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica.
O monitoramento por câmeras de segurança foi crucial para o avanço do caso. As imagens mostram o investigado encontrando a vítima ainda viva em via pública, por volta das 19h. Posteriormente, às 20h39, o veículo do suspeito foi registrado em uma estrada de acesso à região do Areião; cerca de 20 minutos depois, moradores locais encontraram o corpo. Em interrogatório, o homem confessou o crime, relatando que convivia com Júlia há cinco meses. Ele alegou que, após uma discussão na residência do casal, a vítima teria empunhado uma faca, momento em que ele teria reagido apertando o pescoço dela em suposta legítima defesa. Após a morte, o autor colocou o corpo de Júlia e o filho dela, um bebê de apenas 11 meses, no carro, abandonando a vítima na estrada.
A representação pela prisão temporária foi realizada pela Polícia Civil, sendo deferida pelo Judiciário, com prazo inicial de 30 dias para garantir o andamento do inquérito e evitar a destruição de provas. A polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, foram apreendidos um aparelho celular, que passará por perícia, e o veículo utilizado na ação, um Renault Sandero vermelho identificado nas imagens de segurança.
O investigado tentou criar um álibi falso, afirmando que estava em uma igreja em Ponta Grossa no momento do crime. No entanto, as imagens de câmeras de segurança e o rastreio dos horários provaram que ele não estava lá.
Ele alegou ainda que um bebê de 11 meses, teria sido deixado pela vítima aos cuidados dele. Após ser pressionado e confrontado por familiares na manhã do dia 26, o homem acabou cedendo e entregou a criança na Delegacia de Carambeí.
Após a prisão realizada, ele foi conduzido a Cadeia Pública de Castro, onde permanecerá custodiado até o final das investigações.
DENÚNCIAS
A PCPR ressalta que trabalha constantemente no combate à violência contra a mulher, conduzindo investigações, solicitando medidas protetivas e realizando prisões dos autores.
Além disso, solicita a colaboração da população com informações que auxiliem em investigações contra este tipo de crime. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, pelos números 197 da PCPR, pelo 181 do Disque-Denúncia ou diretamente à equipe de investigação.
Com informações da PCPR




















