Governo de Roraima e Exército reforçam vigilância após ataque dos EUA à Venezuela
Apesar da tensão, as autoridades brasileiras confirmam que, até o momento, as passagens terrestres e fluxo de pessoas em Pacaraima seguem de forma ordenada
Publicado: 04/01/2026, 11:29

A situação na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no estado de Roraima, é de monitoramento intensivo e prontidão após a ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026. Apesar da tensão geopolítica, as autoridades brasileiras confirmam que, até o momento, as passagens terrestres permanecem abertas e o fluxo de pessoas em Pacaraima segue de forma ordenada.
Vigilância e segurança na fronteira
O governo de Roraima, sob a gestão de Antonio Denarium, informou que os órgãos de segurança pública estaduais estão articulados e mantêm suas rotinas normais de atuação, com foco na preservação da ordem pública. O Exército Brasileiro, que já mantinha uma presença reforçada na região desde o aumento das tensões em 2024, mantém tropas mobilizadas para garantir a integridade do território nacional.
De acordo com o ministro da Defesa, José Múcio, a situação na fronteira é considerada “tranquila”, com movimento mínimo de veículos e pedestres. “A situação da fronteira nunca foi tão tranquila como está hoje. É como se fosse um grande feriado”, afirmou o ministro, reforçando que não há restrições para brasileiros que desejem retornar ao país.
Impactos migratórios e humanitários
O principal temor das autoridades locais é o potencial aumento do fluxo migratório. Roraima já abriga uma parcela significativa dos mais de 1,4 milhão de venezuelanos residentes no Brasil, e uma nova onda de refugiados poderia sobrecarregar os sistemas públicos de saúde e assistência social. ”Se souberem que a fronteira está aberta, eles virão em massa. Isso pode gerar uma sobrecarga para o sistema público”, alertou o governador Antonio Denarium.
Relatos de migrantes em Pacaraima misturam sentimentos de incerteza e esperança. Enquanto alguns temem represálias e instabilidade interna na Venezuela, outros veem a queda de Maduro como uma possibilidade de retorno e reconstrução de suas vidas no país de origem.
Reação diplomática
O governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, convocou reuniões de emergência no Itamaraty. Lula condenou o ataque, classificando-o como uma “flagrante violação do direito internacional” e uma ameaça à paz na América Latina.
- Turistas Brasileiros: Cerca de 100 brasileiros que estavam em território venezuelano conseguiram atravessar a fronteira de volta ao Brasil no sábado, após um período de retenção temporária;
- Reconhecimento: O governo brasileiro indicou que poderá reconhecer a vice-presidente da Venezuela como presidente interina para evitar um vácuo de poder, visando a estabilização diplomática.
Com informações de: O Expresso.




















