Decisão sobre extradição de espião russo preso no Brasil ficará a cargo de presidente Lula | aRede
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Decisão sobre extradição de espião russo preso no Brasil ficará a cargo de presidente Lula

Inquérito por espionagem foi arquivado por falta de provas, e pedido do Kremlin agora depende de aval do presidente

Espião russo preso no Brasil
Espião russo preso no Brasil -

João Victor

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A decisão final sobre a extradição do russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, preso no Brasil desde 2022, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso avançou após o Ministério Público Federal (MPF) não apresentar impedimentos ao pedido feito pelo governo da Rússia. As informações são do Portal Metrópoles.

A extradição foi autorizada pela Justiça Federal após manifestação do juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 15ª Vara Federal, que consultou o MPF no processo. O órgão optou por não se manifestar, permitindo o prosseguimento do pedido apresentado pelo Kremlin.

Em julho, o Portal Metrópoles revelou que o MPF havia arquivado o inquérito que investigava a suspeita de espionagem por parte de Cherkasov no Brasil. A decisão ocorreu por ausência de provas de que ele tenha atuado como espião em território nacional. A conclusão dessa apuração era uma das condições para o avanço do processo de extradição.

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  • Sergey Vladimirovich Cherkasov
    Sergey Vladimirovich Cherkasov
  • Sergey Vladimirovich Cherkasov
    Sergey Vladimirovich Cherkasov
  

Apesar do aval da Justiça Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), que destacou a necessidade do encerramento das investigações, a palavra final é do chefe do Executivo. Por determinação judicial, o governo brasileiro já iniciou os procedimentos preparatórios para a extradição, sob responsabilidade do Ministério da Justiça.

Cherkasov está detido no presídio federal de Brasília e utilizava, no Brasil, a identidade falsa de Victor Muller Ferreira. Ele já havia sido flagrado tentando ingressar no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, com documentos falsificados.

As investigações também apontaram indícios de lavagem de dinheiro. Quebras de sigilo bancário e análise de dados extraídos do celular do russo indicam que ele recebia recursos de funcionários do governo da Rússia que atuavam no Brasil. Segundo o MPF, há indícios da existência de um possível grupo criminoso estruturado, com participação de diplomatas russos, voltado à criação e manutenção de identidades falsas.

De acordo com a apuração, Cherkasov recebeu cerca de R$ 90 mil por meio de depósitos fracionados, sempre em valores inferiores a R$ 2 mil. Imagens de câmeras de segurança bancárias indicariam que os depósitos foram realizados por Ivan Chetverikov e, possivelmente, por Aleksei Matveev, ambos funcionários consulares russos. A parte da investigação relacionada à lavagem de dinheiro e à atuação dos diplomatas foi encaminhada à Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

LEIA O RESUMO DA MATÉRIA ABAIXO:

- MPF arquivou investigação por espionagem contra Sergey Cherkasov por falta de provas no Brasil.

- Processo de extradição avançou e agora depende de decisão do presidente Lula.

- Há indícios de lavagem de dinheiro envolvendo diplomatas russos, apurados em procedimento separado.

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