Sob pressão para disputar eleições, Haddad diz que deixará o governo Lula
Ministro da Fazenda disse que presidente já foi informado sobre a saída, mas evitou cravar data

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deve deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em fevereiro. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), durante entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, do Portal Metrópoles.
Apesar de confirmar a intenção de deixar o cargo no próximo mês, Haddad evitou definir uma data exata para a saída do ministério. “Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, declarou.
A entrevista ocorre em meio à polêmica envolvendo o Banco Master e ao debate sobre um eventual afastamento do ministro do governo federal. Haddad tem sido pressionado por integrantes do PT para disputar as próximas eleições. Na quarta-feira (28), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu publicamente que ele seja candidato por São Paulo, afirmando que o campo progressista precisa “escalar seus melhores quadros” para enfrentar a extrema direita nos estados.
Embora o ministro tenha sinalizado, em outras ocasiões, o desejo de se afastar da vida pública e atuar nos bastidores da campanha de Lula, ele reconheceu recentemente que ainda não há uma decisão definitiva sobre seu futuro político. As pressões do partido e do próprio presidente para que entre na disputa eleitoral em outubro podem levá-lo a rever os planos.
Atualmente, Haddad é apontado como principal aposta do PT para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo estado. O maior entrave, no entanto, segue sendo a resistência do próprio ministro em voltar a concorrer a cargos eletivos.
Durante a entrevista, Haddad também comentou a agenda internacional e confirmou que viajará à Índia em fevereiro, integrando a comitiva presidencial. A visita a Nova Delhi está prevista para ocorrer entre os dias 19 e 21 de fevereiro, após o Carnaval.
Sobre a sucessão no comando da Fazenda, o ministro saiu em defesa do secretário-executivo Dario Durigan, alvo de críticas internas no PT. Sem antecipar decisões, Haddad destacou as qualidades do auxiliar, mas não confirmou se ele é o favorito para assumir o cargo.
Ao tratar da crise envolvendo o Banco Master, o ministro negou omissão das autoridades e afirmou que as apurações seguem o rito legal. “É atividade da Polícia Federal, que tem toda a autonomia para isso e atribuição para ir até as últimas consequências. O Banco Central saneia a questão das finanças”, disse.
LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA:
- Haddad afirmou que deixará o governo Lula em fevereiro, mas sem data definida;
- Ministro enfrenta pressão do PT para disputar as eleições deste ano em São Paulo;
- Declaração foi feita ao programa Acorda, Metrópoles, do Portal Metrópoles.




















