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Justiça concede prisão domiciliar a policial penal condenado por matar tesoureiro do PT

Decisão leva em conta estado de saúde de Jorge Guaranho e prevê monitoramento eletrônico

Agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, investigado pelo assassinato do guarda municipal e membro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Aloizio de Arruda
Agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, investigado pelo assassinato do guarda municipal e membro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Aloizio de Arruda -

Publicado por João Victor Lourenço

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A Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar ao policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, condenado pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda. A decisão foi proferida pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Curitiba e levou em conta o estado de saúde do condenado, conforme informações da CNN Brasil.

De acordo com o despacho judicial, Guaranho apresenta sequelas permanentes decorrentes de politraumatismo, com limitações motoras, dores crônicas e dependência para atividades básicas do dia a dia. Ainda segundo a decisão, o sistema prisional não possui estrutura adequada para o tratamento dessas condições, o que torna a permanência no cárcere incompatível com seus direitos fundamentais.

Com isso, a Justiça determinou que a pena seja cumprida em regime domiciliar, com monitoramento eletrônico e uma série de restrições. Entre as medidas impostas estão a permanência integral na residência, autorização prévia para saídas — exceto em casos de urgência médica — e o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. O prazo mínimo de monitoramento foi fixado em 365 dias, podendo ser reavaliado posteriormente. O descumprimento das regras ou a prática de novos crimes pode resultar na revogação do benefício.

O Ministério Público se manifestou favorável à concessão da domiciliar após análise de laudos médicos que comprovam a condição de saúde do condenado, conforme informações da CNN Brasil. Em nota, a defesa afirmou que recebeu a decisão com “senso de responsabilidade e humanidade”, destacando que a medida não representa impunidade, mas a adequação do cumprimento da pena às condições clínicas do réu.

O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, durante a festa de aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda, realizada em um clube em Foz do Iguaçu. A celebração tinha como tema o Partido dos Trabalhadores. Na ocasião, Guaranho invadiu o evento e atirou contra Arruda após uma discussão política. A vítima morreu no local, e o autor foi preso em flagrante. O caso teve grande repercussão nacional e foi condenado por diversas autoridades. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se reunir com familiares da vítima e prestou solidariedade.

RESUMO

- Justiça concede prisão domiciliar a Jorge Guaranho por motivos de saúde

- Decisão prevê tornozeleira eletrônica e regras rígidas de cumprimento da pena

- Assassinato de Marcelo Arruda ocorreu em 2022 e teve repercussão nacional

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