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Trump diz que os EUA deixarão o Irã 'muito em breve'

Presidente americano falou a repórteres na Casa Branca que a saída deve ocorrer dentro de duas ou três semanas

O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, nesta terça-feira (31)
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, nesta terça-feira (31) -

Publicado por Iolanda Lima

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (31) que os Estados Unidos deixarão o Irã "muito em breve".

"Sairemos muito em breve", disse ele a repórteres na Casa Branca, acrescentando que a saída poderá ocorrer dentro de duas ou três semanas. As informações são da CNN Brasil.

A declaração foi a mais clara de Trump até o momento sobre sua intenção de encerrar em breve uma guerra que já dura um mês, que reorganizou o Oriente Médio, desestabilizou os mercados globais de energia e mudou a trajetória da presidência republicana.

Trump acrescentou que Teerã não precisa fazer um acordo com Washington para encerrar o conflito.

"O Irã não precisa fazer um acordo, não", disse ele quando questionado se uma diplomacia bem-sucedida era um pré-requisito para os EUA encerrarem o conflito.

"Não, eles não precisam fazer um acordo comigo", afirmou o presidente americano.

Em vez disso, disse Trump, a condição para o encerramento da operação era que o Irã "regredisse à Idade da Pedra", sem a capacidade de adquirir uma arma nuclear em breve. "Então iremos embora", disse ele.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

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