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Em aceno às aéreas, governo deve zerar PIS/Cofins de querosene

Combustível de aviação teve alta de 54%; empresas consideram benefício bem-vindo, mas enfatizam que não resolve o problema

O pagamento de PIS/Cofins gira em torno de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões.
O pagamento de PIS/Cofins gira em torno de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões. -

Publicado por Iolanda Lima

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Após a alta de 54% no querosene, o governo pretende zerar a cobrança de PIS-Cofins para o combustível de aviação. A medida deverá ser anunciada na próxima semana e ter prazo limitado -- de dois a três meses.

Segundo relatos feitos ao Portal da CNN, há temor na área econômica de "perenizar" algum tipo de ajuda às companhias aéreas. Por isso, a preferência é deixar claro o horizonte de retirada do benefício.

Nesta quinta-feira (2), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, já havia sinalizado a preocupação do governo com as empresas aéreas.

"Tem uma boa possibilidade de, na próxima semana, nós termos condições também de, junto com a MP (Medida Provisória) que vai sair da subvenção adicional para importação de diesel, que a gente possa também colocar algo relacionado com o setor aéreo", afirmou.

Reservadamente, as companhias avaliam que a isenção temporária de PIS/Cofins é uma iniciativa bem-vinda, mas muito aquém do necessário para atenuar os impactos do reajuste no querosene de aviação.

Entre as três grandes empresas -- Latam, Gol e Azul -- o gasto médio com combustível gira em torno de R$ 700 milhões por mês.

Com a alta de 54%, o custo deverá aumentar cerca de R$ 350 milhões mensais. O pagamento de PIS/Cofins gira em torno de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões.

Na prática, o alívio é bastante reduzido. À CNN, um executivo do setor resumiu a situação da seguinte forma: é como um indivíduo em dieta, com muita fome, que recebe duas castanhas no meio da tarde. Ninguém recusa as castanhas, mas elas não saciam em nada e o problema continua do mesmo jeito.

As aéreas vinham pedindo três medidas ao governo: a retirada de PIS/Cofins, a reversão do aumento nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) implementado no ano passado e a isenção do IR (Imposto de Renda) sobre leasing de aeronaves.

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