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Correios triplicam prejuízo em 2025, 4º ano seguido de resultado negativo

Rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025 foi influenciado pelo provisionamento de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais

Entre as medidas estruturais já em curso, também estão leilões de imóveis sem uso operacional
Entre as medidas estruturais já em curso, também estão leilões de imóveis sem uso operacional -

Publicado por Iolanda Lima

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Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. É o quarto resultado negativo seguido desde 2021 - quando a estatal registrou lucro recorde de R$ 3,7 bilhões.

Além disso, o resultado de 2025 é mais que o triplo do prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no ano anterior.

Segundo a empresa, a conta final foi influenciada pelo provisionamento de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais. No período, o patrimônio líquido encerrou em R$ 13,1 bilhões negativos.

Veja a trajetória dos últimos anos:

2020: lucro de R$ 1,5 bilhão;

2021: lucro de R$ 3,7 bilhões;

2022: prejuízo de R$ 767,58 milhões;

2023: prejuízo de R$ 596,6 milhões;

2024: prejuízo de R$ 2,6 bilhões;

2025: prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

Diante da situação financeira, a empresa implementou um plano de reestruturação financeira no final do ano passado. Desde então, a iniciativa está sendo conduzida em fases.

A primeira etapa focou na reorganização do fluxo financeiro, regularização das pendências acumuladas com fornecedores e empregados terceirizados, além da recuperação da previsibilidade financeira.

Como parte da primeira fase do seu plano, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos no fim de 2025.

Os recursos asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

Outras medidas do plano

Entre as medidas estruturais já em curso, também estão leilões de imóveis sem uso operacional. A estatal projeta gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias com a medida, reduzindo despesas de manutenção e contribuindo para o reequilíbrio do caixa.

Outra frente relevante foi a reabertura do PDV (Programa de Demissão Voluntária) em janeiro de 2026. Inicialmente, a expectativa da empresa era de que mais de 10 mil profissionais pedissem o desligamento. No entanto, um total de 3.181 empregados dos Correios aderiram ao PDV.

O plano também prevê o reequilíbrio do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da companhia. As informações são da CNN Brasil.

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