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Quem é Sancho Loko: PM influencer é preso em investigação por tortura em Curitiba

Policial com mais de 250 mil seguidores é investigado por tortura, fraude processual e outros crimes. Defesa nega irregularidades

PM influencer conhecido como “Sancho Loko” foi preso em operação do Gaeco em Curitiba; caso envolve investigação por tortura e outros crimes
PM influencer conhecido como “Sancho Loko” foi preso em operação do Gaeco em Curitiba; caso envolve investigação por tortura e outros crimes -

Publicado por Lucas Veloso

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O policial militar Junior Sancho Cambuhy, conhecido nas redes sociais como “Sancho Loko”, foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. O agente, que soma mais de 250 mil seguidores na internet, é um dos três PMs investigados por suspeita de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.

A ação foi realizada nesta terça-feira (7) e incluiu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão — três nas casas dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital. As informações são de Banda B, parceira do Portal aRede.

INFLUÊNCIA NAS REDES E INVESTIGAÇÃO

Conhecido por publicar vídeos sobre a rotina policial e opiniões diretas, o soldado ganhou notoriedade nas redes sociais ao expor o dia a dia da corporação e participar de conteúdos online.

Segundo o Ministério Público do Paraná, os crimes investigados teriam ocorrido de forma reiterada durante abordagens policiais em Curitiba.

PRISÃO E APREENSÕES

Durante a operação, o Gaeco apreendeu celulares, pendrives e outros dispositivos eletrônicos que devem ajudar na investigação.

Na casa do policial influencer, foram encontradas munições e duas granadas. Ele teria alegado que o material era utilizado em treinamentos, mas acabou preso em flagrante por posse de armamento sem autorização.

Já nas residências de outros investigados, foram localizados dinheiro em espécie e munições irregulares.

No batalhão onde os policiais atuam, os agentes encontraram itens ainda mais graves: simulacros de arma de fogo, munições e drogas, como maconha, crack e cocaína, armazenados em armários sem identificação.

DEFESA FALA EM INOCÊNCIA

O advogado do policial, Claudio Dalledone, afirmou nas redes sociais que todo o material apreendido tem origem legal e será devidamente explicado. Segundo a defesa, os equipamentos seriam usados em atividades como instrução de tiro, exercida pelo policial.

Ainda conforme o advogado, a expectativa é que a Justiça analise o caso na audiência de custódia e que o policial seja liberado.

“O soldado vai provar a inocência e a origem de todo e qualquer equipamento que foi encontrado. O momento é de averiguação. Haverá uma audiência de custódia e, com absoluta segurança, a juíza vai determinar que ele seja prontamente colocado em liberdade”, afirmou Dalledone em vídeo.

Confira o vídeo na íntegra:

O QUE DIZ A POLÍCIA MILITAR

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que acompanhou a operação por meio da Corregedoria-Geral e que irá instaurar procedimento administrativo para apurar os fatos.

A corporação reforçou que não compactua com condutas ilegais e destacou o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.

CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:

- O policial militar Junior Sancho Cambuhy foi preso em Curitiba durante operação do Gaeco, por suspeitas de crimes como tortura e fraude processual.

- Durante a ação, foram apreendidos celulares, munições, granadas e outros materiais, além de drogas encontradas em unidade militar.

- A defesa afirma que os itens têm origem legal e que o policial deve comprovar inocência durante o processo.

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