Grupo Calpar impulsiona a geração de riquezas no agronegócio
Fundado em Castro, o grupo tem a maior indústria de calcário agrícola do Brasil, conta com uma unidade de beneficiamento de cereais e ainda tem a Granfinale Sistemas Agrícolas, indústria que fabrica equipamentos voltados ao agro

Sediado em Castro, o Grupo Calpar é uma das principais corporações do agronegócio regional. O grupo possui diferentes empresas relacionadas ao setor, que contribuem para o desenvolvimento especialmente da agricultura. Pertencem ao grupo a Calpar, considerada a maior indústria de calcário agrícola do Brasil; uma unidade de beneficiamento de cereais (Brotas) e a Granfinale Sistemas Agrícolas, indústria que fabrica equipamentos voltados ao agronegócio, entre outras atuações. No total, o Grupo conta com 420 funcionários.
Todas as atividades realizadas pelas principais empresas do grupo foram detalhadas pelo diretor do Grupo Calpar, Paulo Bertolini, em entrevista ao podcast Papo de Mercado, do Grupo aRede. Além de explicar os diferenciais que a Calpar traz à produção agrícola e falar sobre o grande portfólio da Granfinale, Paulo também falou sobre o cultivo do milho na região e da expansão da produção desse grão no Brasil – afinal, ele também ocupa o cargo de presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo.

A Calpar possui jazidas próprias de calcário em Castro, com capacidade instalada de produzir 1,8 milhão de toneladas por ano, elaborando produtos certificados que elevam a produtividade do solo de forma responsável. Além de fornecer todo o mercado nacional, a Calpar também comercializa para o Paraguai. “As empresas de calcário, e a Calpar está nesse contexto, têm um papel fundamental na viabilidade da agricultura brasileira. Então a Calpar contribui para o básico, que é a correção do solo e o fornecimento de cálcio e magnésio. Sem esse insumo importante, na verdade, não seria possível a agricultura no Brasil”, resume.
Já a Granfinale Sistemas Agrícolas fabrica equipamentos e sistemas para o pós-safra, voltados à secagem, limpeza, classificação, transporte e armazenagem de grãos, ajudando a proteger a colheita e manter a qualidade do produto. Esses produtos são destinados tanto para os produtores rurais, para as propriedades, quanto para indústrias e fábricas do agronegócio. “São produtos de transporte de grãos, cacau, café, sólidos de uma forma geral, sólidos a granel, limpeza de grãos, cacau, café, classificação, entre outros equipamentos, voltados à secagem. Nós temos hoje aqui, de fabricação, dentro dessa fábrica, em torno de 26 mil componentes diferentes, que fazem parte desses equipamentos”, completa.
MILHO
Além de diretor da Calpar, desde 2024, Paulo Bertolini é presidente da Abramilho. Neste posto, ele destaca diversos diferenciais que fazem com que a região seja referência em alta produtividade. “Nós temos uma integração agricultura, floresta e pecuária, o que já torna um diferencial bastante grande. Nós temos um clima subtropical, mas frio em função da altitude, então nós temos noites frias, e isso, no caso do milho, ele consegue expressar um potencial produtivo maior, porque o milho é uma planta que gosta de dias quentes e noites frias”, relatou.
Ele também detalhou os grandes investimentos feitos pelos produtores, que são muito técnicos, ávidos pela tecnologia, e que contam com o apoio de muita pesquisa, como das universidades e da Fundação ABC – além do próprio calcário. “Então isso tudo faz com que a gente crie sinergias; essas sinergias entre pecuária e agricultura, a proximidade dos principais insumos, questão logística, tecnológica, perfil de produtor, a cultura dos agricultores locais, então isso cria um ambiente diferenciado no Brasil. Tanto é que a gente é muito observado e estudado”, destaca.
Para finalizar, ele informou que a produção de milho cresce ano a ano no Paraná, e que dentro de alguns anos, a produção total de milho deverá superar a de soja.




















