Crise se agrava e transporte público de PG pode parar
Com os salários dos trabalhadores parcelados, serviço público da cidade pode apresentar novos problemas em breve.

Com os salários dos trabalhadores parcelados, serviço público da cidade pode apresentar novos problemas em breve
O transporte público coletivo de Ponta Grossa, de responsabilidade da Viação Campos Gerais (VCG) até 2023, corre o risco de ter novas paralisações e/ou greve nos próximos dias. O motivo se deve por conta do novo parcelamento dos salários dos funcionários da concessionária, além do não acordo entre a empresa e o Sintropas, sindicato que defende os direitos dos trabalhadores do serviço público. Ambos participaram de uma audiência de conciliação do Tribunal Regional de Trabalho (TRT) da 9ª região, na última quarta-feira (13), mas não houve nenhum consenso entre as partes envolvidas.
Essa audiência (pode ser assistida na íntegra clicando aqui) foi solicitada pelo Sintropas e também teve a presença de representantes da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). Com uma duração de aproximadamente 30 minutos, os envolvidos expuseram a sua opinião sobre o novo parcelamento dos salários – o restante deve ser acertado até 25 de outubro. Mesmo diante da conversa, nenhum acordo aconteceu entre as partes.
Sobre o resultado da audiência que foi mediada pelo desembargador Célio Horst Waldraff, o Sintropas preferiu não se posicionar aos questionamentos do Grupo aRede: Por outro lado, o que liga o alerta de uma possível nova paralisação e/ou greve no transporte é o retorno que a VCG deu ao jornal. Segundo a empresa, os salários deverão continuar sendo parcelados pelos próximos meses, por conta da situação financeira da concessionária, caso não se encontre uma solução para o problema.
Dessa forma, existe a possibilidade de a qualquer momento o Sintropas anunciar uma nova paralisação – a última aconteceu em 7 de outubro e ocorreu pelo período da manhã, com uma duração de aproximadamente 1 hora. Durante a audiência de conciliação, o presidente do sindicato, Luiz Carlos de Oliveira, afirmou que “os trabalhadores estão em uma situação horrível. É uma afronta. Não é eles que têm que pagar essa conta”, avaliou. Quem o acompanhou no bate-papo foi o advogado Frederico Silva Hoffmann.
VCG afirma estar “pagando conta” de crise
Durante a audiência, o advogado que representa a concessionária, Diego Felipe Munhoz Donoso, afirmou que a empresa está no limite e relatou que a VCG não pode abandonar o serviço. “Este mês não houve condição. Estamos tentando levar no limite possível. Diferente de outros setores como restaurantes, ou que podem fechar a porta e ir embora, a empresa de transporte não pode simplesmente largar o contrato e deixar de prestar o serviço. É por isso que nós estamos pagando a conta e não os trabalhadores”, explicou.
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