Manifestantes pedem justiça pelo cão 'Orelha' em protesto no Lago de Olarias
Ato integrou mobilização nacional e pediu punição mais rigorosa para crimes de maus-tratos contra animais

Diversos manifestantes se reuniram na tarde deste domingo (1), no Lago de Olarias, em Ponta Grossa, para participar da manifestação “Justiça por Orelha”, movimento em protesto contra a morte do cão comunitário Orelha. O ato foi organizado por protetores independentes e defensores da causa animal e ocorreu de forma pacífica, reunindo moradores da cidade, tutores de animais e ativistas.
A concentração aconteceu ao lado do estacionamento principal do parque, próximo ao Centro de Educação Ambiental (CEA). Muitos participantes seguiram a orientação dos organizadores e compareceram vestidos de preto, além de levarem cartazes pedindo justiça e o fim da impunidade em casos de violência contra animais. Durante a manifestação, também foi possível observar a presença de diversos cães acompanhando seus tutores.
Uma das organizadoras do protesto, a protetora animal Karina Medaglia destacou que o objetivo da mobilização é transformar o caso em um marco para mudanças efetivas. “A ideia é exatamente essa, que a gente possa ter esse caso como um marco para mudar as leis, para mudar como estão sendo abordados os casos de maus-tratos, porque o Orelha é apenas a ponta do iceberg”, afirmou. Karina também ressaltou que o cão comunitário é protegido por lei e chamou atenção para a falta de políticas públicas eficazes, como programas contínuos de castração, que contribuiriam para a redução do abandono de animais.
O protesto em Ponta Grossa integrou um movimento nacional em defesa de Orelha. Manifestações semelhantes foram realizadas em diversas cidades do Brasil, incluindo Curitiba, onde mais de duas mil pessoas participaram de um ato pedindo justiça pelo cachorro. A repercussão do caso ultrapassou as fronteiras do país e gerou debates nas redes sociais, além de mobilizar influenciadores e autoridades.
RELEMBRE O CASO
Orelha era um cachorro vira-lata que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Embora não tivesse tutor, era cuidado pela comunidade local, que estranhou o seu desaparecimento repentino. Dias depois, o animal foi encontrado gravemente ferido e encaminhado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade das lesões, precisou ser sacrificado.
Um laudo pericial apontou que a lesão na cabeça do cachorro pode ter sido causada por um objeto contundente, como um pedaço de pau ou uma garrafa. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento na tortura e morte do animal. O caso gerou grande comoção pública, protestos em diferentes regiões do país e pedidos por punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais.




















