Casal que morreu em acidente na BR-376 em PG deixa filho de dois anos
Anaih Mayumy Melo Soares e Nicolas de Mello Menon estavam voltando para casa depois de ir ao mercado, no momento da colisão

Anaih Mayumy Melo Soares e Nicolas de Mello Menon, que faleceram no grave acidente registrado na BR-376, em Ponta Grossa, na tarde dessa quinta-feira (9), deixam um filho de dois anos.
Segundo familiares, o casal estava voltando para casa, no núcleo Ouro Verde, depois de ir ao mercado, quando ocorreu a colisão. Anaih tinha 18 anos, enquanto o seu marido, Nicolas, tinha 19.
Nas redes sociais, a irmã de Anaih, Breda Monique, lamentou: "Descanse em paz, meu amor. Obrigada por estar do meu lado, minha gêmea. Prometo cuidar muito bem do nosso Gaelzinho". A jovem deixa um filho pequeno.
O corpo da jovem está sendo velado na Capela da Vila 31 de Março e será sepultado às 16h desta sexta-feira (10), no Cemitério São Vicente de Paula.
Já Nicolas atuava como auxiliar de serviços gerais na fábrica da Ambev. Ele era natural de Ponta Grossa, onde residia. O corpo do jovem está sendo velado na Capela São José e será sepultado às 17h desta sexta, no Cemitério Parque Campos Gerais.
SOBRE A COLISÃO
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu duas carretas e dois automóveis. Próximo ao radar, os veículos trafegavam em fila e em velocidade reduzida, quando a carreta Volvo não conseguiu diminuir a velocidade e colidiu contra a traseira de um GM Ônix e um GM Corsa.
Na sequência, o Ônix girou na pista e seus três ocupantes foram encaminhados com ferimentos para unidade hospitalar em Ponta Grossa. Já o Corsa foi arrastado e prensado contra a traseira de outra carreta. Os ocupantes do GM Corsa (emplacado em São João do Triunfo), um Nicolas e Anaih, morreram no local.
Os motoristas das carretas realizaram o exame de alcoolemia, que apontou negativo para ingestão de álcool.
TRECHO PERIGOSO
A Avenida Presidente Kennedy, em Ponta Grossa, é um trecho urbano crucial da rodovia BR-376 (Rodovia do Café), funcionando como a principal ligação entre as regiões do Contorno, Colônia Dona Luiza e o Distrito Industrial. Devido ao alto fluxo de veículos pesados misturado ao tráfego urbano, a via é conhecida por apresentar afunilamentos e filas de congestionamento constantes, além de recordes em acidentes.
A mistura do fluxo urbano com o rodoviário provoca um verdadeiro afunilamento do trânsito. Até mesmo fora dos horários de pico, as filas de congestionamento se tornaram frequentes. Essa realidade compromete o desenvolvimento econômico da cidade e da região e também aumenta os custos operacionais do transporte rodoviário.
A edição mais recente do Plano Estadual de Logística em Transporte (PELT), produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), indica que as ampliações necessárias para as estradas de Ponta Grossa deverão ser atendidas pelas obras previstas nos contratos de concessão de pedágio. Por outro lado, essas intervenções ainda estão longe de sair do papel.
Novo contorno é obra essencial
O novo contorno rodoviário de Ponta Grossa, com obras previstas pela concessionária Motiva a partir de 2027, é vital para desviar o tráfego pesado — principalmente da Avenida Souza Naves (BR-373) e BR-376 — para fora da área urbana. Com investimento de R$ 1 bilhão, a obra visa aumentar a segurança viária, reduzir acidentes e melhorar a logística regional, desafogando o trânsito local.





















